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Atualizado às: 27 de junho, 2005 - 11h22 GMT (08h22 Brasília)
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Brasil 'é o que menos vai crescer entre emergentes'

Real
O PIB real do país cresceu, em média, 2,1% entre 1993 e 2005
A economia brasileira terá o pior desempenho neste ano entre os países emergentes, segundo a previsão do BIS (Bank for International Settlements), o banco central dos bancos centrais.

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil avançará 3,6% pelas estimativas da instituição, que publicou nesta segunda-feira o seu 75º relatório anual.

Pelos cálculos do BIS, os países emergentes crescerão 6,3% neste ano, acima da média para a economia mundial de 3,9%.

Os campeões de crescimento serão China (8,9%), Índia (7,1%), Argentina (6,8%) e Rússia (5,8%).

Dependência

"O Brasil pode crescer mais rápido que essa previsão se continuar o crescimento nos Estados Unidos e nos seus outros principais parceiros comerciais porque a demanda por produtos brasileiros será maior", disse à BBC Brasil um economista do BIS que participou da produção do relatório e que ressaltou ainda a importância do governo brasileiro em "equilibrar seu orçamento".

De acordo com o relatório do BIS, o crescimento do PIB brasileiro está entre as piores performances da média dos emergentes entre 1995 e 2003.

O PIB real do país cresceu, em média, 2,1% nesse período, superando apenas a média de 0,4% da Argentina. China e Índia mais uma vez saíram na frente com médias históricas de 8,5% e 5,9%, respectivamente.

Por que o Brasil não consegue alcançar atualmente taxas de crescimento como as da economia chinesa? O economista do BIS diz que isso é "muito complicado de explicar", mas comenta que o caso da China tem suas peculiaridades.

Ele diz que a China, ao contrário da América Latina, conseguiu estabelecer uma indústria manufatureira, agregando valor a sua pauta de exportação e ainda com menor custo da mão-de-obra o que lhe rendeu maior competitividade. Outro fator, na sua avaliação, é que o governo chinês teria evitado problemas fiscais, se distanciando de dívidas externas.

Riscos

No capítulo do relatório referente às economias emergentes, o BIS diz que, no ano passado, "o crescimento em todos os grandes mercados emergentes foi surpreendentemente forte. As taxas já saudáveis em 2003 foram ultrapassadas e o crescimento refletiu o melhor equilíbrio entre a demanda externa e doméstica".

Mas o BIS alerta sobre um possível desaquecimento na economia mundial em função da alta do preço do petróleo, do aumento das taxas de juros que estariam muito baixas em certos países e dos desequilíbrios macroeconômicos, em especial, o déficit em conta corrente dos Estados Unidos.

Segundo o banco, isso poderia prejudicar os mercados emergentes já que "o aperto monetário nos países industrializados poderia diminuir o ritmo da entrada de capitais, reverter a recente apreciação cambial e significar desafios fiscais".

Em 2004, o PIB brasileiro cresceu 5,2% e, naquele ano, as economias emergentes que mais avançaram foram China (9,5%), Argentina (9,1%), Turquia (8,9%) e Rússia (7,1%).

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