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Economia alemã puxa recuperação na zona do euro | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A economia européia se recuperou nos primeiros três meses de 2005, impulsionada pela melhora no ritmo de crescimento da Alemanha, que corresponde a um terço da produção da zona do euro. A Itália, porém, caiu em recessão no primeiro trimestre do ano. A economia do país encolheu 0,5% no período, depois de já ter registrado retração nos últimos três meses de 2004. Segundo a Eurostar, agência oficial de estatísticas da União Européia, o crescimento da zona do euro chegou a 0,5% de janeiro a março. Nos três meses anteriores, a expansão chegou a 0,2%. Apesar dessa recuperação, o Banco Central Europeu (BCE) reduziu sua previsão de crescimento para a zona do euro este ano e em 2006. Cautela O painel de economistas do BCE prevê que o crescimento da zona do euro deve ficar em 1,6% neste ano, comparada à previsão de 1,8% que aparecia em sua projeção do mês passado. Para 2006, eles estimam que a expansão da economia da zona do euro deve variar entre 0,2% e 0,6%. No mês passado, eles previam crescimento entre 0,3% e 0,7% para o ano que vem. A Comissão Européia também reduziu sua previsão de crescimento para o segundo trimestre deste ano, de algo entre 0,3% a 0,7%, para 0,2% a 0,6%. Limites A economia alemã cresceu 1% no período de janeiro a março, depois de ter encolhido 0,1% no trimestre anterior. Já a Holanda encolheu 0,1% no período, mas não está caracterizada recessão porque a economia tinha ficado estável no trimestre anterior. O crescimento da Alemanha no primeiro trimestre foi o melhor em quatro anos, mas a recuperação ainda é frágil, segundo analistas. A recuperação da economia foi "puxada exclusivamente" pelo aumento líquido das exportações, segundo o departamento oficial de estatísticas do país, Destatis. A demanda interna na Alemana caiu, bem como as exportações. O crescimento do trimestre superou as expectativas dos economistas, que previam expansão de 0,5%. Na Itália, confirmada a recessão, depois de dois trimestres em que a economia encolheu, a expectativa dos analistas é que o crescimento seja zero neste ano. "Se tudo for bem, o crescimento anual será zero em 2005", disse Marco Valli, economista do UBM. Segundo painel dos economistas do BCE, a Itália e a Alemanha são "países com desempenho insuficiente de forma persistente" e que precisam mudanças estruturais para fortalecer suas economias a longo prazo. |
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