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Exército pede trégua aos manifestantes na Bolívia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O chefe das Forcas Armadas da Bolívia, almirante Luis Aranda, pediu uma trégua nacional aos manifestantes que interrompem o trânsito em cerca de 80% das estradas do país e disse que o Congresso Nacional deve refletir antes de tomar qualquer decisão. As declarações foram feitas na manhã desta quinta-feira, pouco antes do início da sessão do Parlamento na cidade de Sucre, a 800 km de La Paz. A reunião, para discutir o pedido de renúncia do presidente Carlos Mesa, ocorre em meio a fortes boatos de que, se o presidente do Congresso, senador Hormando Vaca Díez, chegar a presidência, ele convocará o Exército e declarará Estado de sítio. "Estamos tentando fazer de tudo para evitar um derramamento de sangue", disse o almirante em entrevista coletiva, no quartel-general em La Paz. Diálogo "Hoje só temos um caminho, o do diálogo, o da busca da paz social e do entendimento para evitar um suicídio coletivo social", insistiu. Ele disse ainda que as Forças Armadas vão respeitar as decisões do Congresso Nacional e a Constituição nacional. Nas últimas horas, a tensão e a expectativa aumentaram no país, mergulhado há mais de três semanas, numa crescente escalada de protestos contra o governo federal, os políticos em geral e pela nacionalização das reservas de gás natural. O clima de incertezas aumentou nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira, já que Vaca Díez teria maioria parlamentar para assumir a Presidência da República, mas isso aconteceria contra a vontade popular – como reconheceram a cúpula da Igreja, diferentes sindicatos e analistas. |
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