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Perfil: Dominique de Villepin | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O novo primeiro-ministro francês, Dominique de Villepin, é conhecido principalmente por ter liderado as acusações contra a política americana em relação ao Iraque nos meses que antecederam a invasão. O político bem apessoado, e já chamado por um jornal de "coquete diplomática", sobressai-se no cinzento cenário político francês. Depois de pouco tempo como ministro das Relações Exteriores, Villepin foi nomeado ministro do Interior em março de 2004, priorizando o combate ao radicalismo islâmico na França. Sua luta contra a militância incluiu um maior controle de segurança e tornar uma exigência que os líderes islâmicos da França fizessem cursos de francês e de leis e costumes da França. "Precisamos de uma política forte para combater o radicalismo Islã", disse Villepin em dezembro de 2004. "O radicalismo do Islã é usado como um campo para o crescimento do terrorismo. Não podemos não acompanhá-los muito de perto." Villepin apresentou uma série de medidas anti-imigração que se provaram populares na França, entre elas a "força policial de imigração" e um controle de visto mais restritivo. Mas o novo primeiro-ministro esteve mais em evidência em fevereiro de 2003, quando como ministro das Relações Exteriores ele liderou a oposição internacional aos planos americanos de invadir o Iraque. "Não vamos nos esquecer que, depois de vencer a guerra, temos que construir a paz", disse Villepin ao Conselho de Segurança da ONU. Depois do discurso ele foi aplaudido, coisa rara no Conselho de Segurança. Confidente de Chirac Villepin foi um dos confidentes mais próximos do presidente francês, Jacques Chirac, enquanto ocupou o cargo de secretário-geral da presidência - posto que assumiu em 1995, depois de Chirac ser eleito pela primeira vez. Dito isso, ele é considerado o principal responsável pela dissolução do Parlamento em 1997, que levou um governo socialista ao poder dando início ao período de "co-habitação" entre direita e esquerda por cinco anos.
Contra ele, dizem os críticos, conta o fato de que ele nunca concorreu a uma eleição e tem pouco apoio dentro do partido. Mas Chirac elogiou a rapidez de pensamento de Villepin e teria dito que "Villepin pega tudo com uma velocidade fantástica. É raro conhecer um homem como ele". Phillippe Moreaux Defarge, do Instituto de Relações Internacionais, disse que Chirac vê Villepin quase como um parente próximo. "Poderia ser visto como a relação entre um irmão mais velho e um irmão mais novo", disse Defarge. "Alguém como Chirac é bastante solitário. Ele não tem nenhum filho. Tem duas filhas, mas nenhum filho." Mas, entre os membros do Parlamento, a fama de arrogante de Villepin o tornou impopular.
Diplomata de carreira, ele se formou na prestigiosa Ecole Nationale d'Administration e serviu em Délhi, na Índia, e duas vezes em Washington, nos Estados Unidos. Filho de um político francês, ele é autor de vários livros de poesia e sobre cultura contemporânea da França. Ele também escreveu a biografia de Napoleão Bonaparte. |
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