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Visita gera confiança entre Israel e Brasil, diz Amorim | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, concluiu, nesta segunda-feira, uma visita de três dias a Israel, durante a qual se encontrou com o primeiro-ministro israelenese, Ariel Sharon, os dois vice-primeiro-ministros Shimon Perez e Ehud Olmert, o presidente Moshe Katzav e o ministro do Exterior, Silvan Shalom. Esta foi a primeira visita de um chanceler brasileiro a Israel em uma década e ocorreu duas semanas depois da realização da cúpula dos países sul-americanos com os países árabes em Brasília. Em entrevista exclusiva à BBC Brasil, o chanceler brasileiro disse que resultado concreto principal da sua visita é a confiaça que se criou entre os dois países. "Nesse tipo de relação política, a primeira coisa é estabelecer a confiança e eu acho que, desta visita, resulta principalmente uma relação de confiança", disse. Amorim se mostrou satisfeito com a sua viagem a Israel e disse ter alcançado o objetivo de sua missão ao país, que era reforçar o diálogo entre Brasil e Israel. 'Tolerância' Antes da chegada de Amorim, representantes israelenses estavam dizendo que o Brasil tem mais tendência para o Mundo Árabe, chegando até a definir o Brasil como unilateral. "Pela atenção que me foi dada pelos mais importantes chefes políticos aqui, creio ter contribuído para um aprofundamento do diálogo entre o Brasil e Israel", disse o ministro. "O Brasil evidentemente defende certos princípios, mas é sobretudo um país a favor da tolerância, da paz e do diálogo." O chanceler também afirmou que houve um grande interesse por parte das autoridades israelenses em conversar com ele. "O próprio primeiro-ministro Ariel Sharon levou uma hora conversando comigo e isso demonstra um grande interesse no que o Brasil pensa e na maneira como o Brasil pode agir", disse. "Mais do que coisas específicas, o que me gratificou foi a franqueza das conversas que tive com os chefes políticos aqui, são conversas que só se tem com um amigo." Amorim mencionou a assinatura de um memorando de consultas políticas entre os dois países que, segundo ele, pode ser muito útil para aprofundar o diálogo e inclusive para desfazer mal entendidos. Processo de paz Outro sinal de aproximação é o interesse demonstrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em visitar Israel e também o interesse manifestado por Sharon em visitar o Brasil. O chanceler também abordou a possibilidade de que o Brasil tenha um papel no processo de paz entre israelenses e palestinos. "O Brasil tem, pela sua própria vivência interna e também pela sua relação com os seus vizinhos, o potencial de contribuir para o processo de paz", disse Amorim. "Digo isso com um sentido também de humildade, pois sabemos que a situação aqui é muito complexa e que há agentes muito mais poderosos do que o Brasil, que têm tentado contribuir para uma solução e até hoje não encontraram, então temos que ver em que momento e de que forma a nossa contribuição pode ser encaixada." |
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