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Amorim quer reforçar diálogo entre Brasil e Israel | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, iniciou neste sábado uma visita de três dias a Israel. Logo depois de chegar a Jerusalém, Amorim deu uma entrevista a jornalistas brasileiros e declarou que o objetivo principal da visita é reforçar o diálogo entre Brasil e Israel. Duas semanas depois da Cúpula de Países Árabes e Sul-Americanos realizada em Brasília, o chanceler brasileiro afirmou em Jerusalém que "o diálogo só será completo se também se fizer com Israel". Amorim disse que, neste domingo, será assinado um memorando de consultas políticas entre os dois países, que além de representar um sinal de aproximação, também tem o objetivo de desfazer mal-entendidos e promover a troca de idéias sobre temas de interesses bilateral e multilateral. Mercosul Outro tema que será abordado nas reuniões de Amorim com as autoridades israelenses é um possível acordo de cooperação entre Israel e o Mercosul. "Há uma disposição política para iniciar as negociações o mais rapidamente possível", disse ele. O ministro também afirmou que não veio a Israel para pedir apoio à entrada do Brasil no Conselho de Segurança da ONU, mas, segundo ele, "se Israel quiser ajudar, será muito bem-vindo". Celso Amorim manifestou o interesse do Brasil em contribuir para o diálogo entre israelenses e palestinos. "O Brasil tem uma experiência de tolerância e de convivência pacífica, temos fronteira com dez países e não tivemos uma guerra há mais de 130 anos", disse ele. "Não temos nenhuma pretensão de nos metermos onde não fomos chamados. Mas se por acaso pudermos ser úteis, temos interesse em contribuir." O rabino Henry Sobel, de São Paulo, que faz parte integral da Comitiva Oficial de Celso Amorim a Jerusalém, declarou que "a Cúpula com os países árabes causou um certo desconforto na comunidade judaica do Brasil". "Considero o convite que recebi para acompanhar o ministro um gesto de simpatia para com a comunidade judaica brasileira", disse ele. De acordo com o rabino Sobel, o Brasil, por sua longa tradição de convivência pacífica e harmoniosa entre árabes e judeus, tem o conhecimento necessário para intermediar o conflito no Oriente Médio. |
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