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Empresas brasileiras têm lucro recorde, diz 'FT' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O diário Financial Times destaca nesta quarta-feira um levantamento que afirma que empresas brasileiras tiveram lucro recorde no primeiro trimestre deste ano. Os resultados seriam um sinal de "melhora na saúde financeira após repetidas crises econômicas na última década". O jornal cita um estudo da consultoria Economática que diz que a receita de 209 companhias com ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo totalizou US$ 12,4 bilhões no primeiro trimestre de 2005 – um aumento de 61% com relação ao mesmo período de 2004. "Por detrás da ótima performance corporativa está um forte crescimento econômico doméstico e internacional, uma combinação que o Brasil não via há anos", observa o FT. O texto prossegue falando sobre o que acredita ser bons sinais da economia brasileira. "Como o real teve valorização de 7% com relação ao dólar nos últimos 12 meses, a tendência de pagamento de dívidas externas está se acelerando." Crescimento e os pobres Já o diário americano The New York Times publica um editorial que lança certo ceticismo sobre a visão positiva da economia brasileira apresentada na reportagem do Financial Times. O jornal argumenta que, apesar de um crescimento da ordem de 5,8% na América Latina no ano passado, a desigualdade social nesses países significa que o "crescimento passa ao largo do pobres". "A América Latina é a região de maior desigualdade do mundo. Isso significa que o crescimento não reduzirá a pobreza a menos que os governos latino-americanos redirecionem o crescimento para os pobres." Para o Times, o modelo do Chile, "que reduziu em 65% a pobreza aguda desde 1990", deve ser seguido pelos demais países da região. "O Chile oferece pagamentos diretos às famílias pobres. Investe em educação primária na zona rural e ajuda os mais pobres a comprar casas. Esses programas foram bem-sucedidos porque o Chile é suficientemente bem governado para medir com precisão quais famílias precisam de ajuda e entregá-la com pouca corrupção", afirma o diário. Ajuda européia As regiões mais pobres da América Latina, da África e da Ásia devem receber ajuda dobrada da União Européia a partir de 2010. O diário britânico The Guardian dedica a sua manchete a um acordo acertado em Bruxelas na terça-feira que prevê o aumento nas contribuições dos países mais ricos da Europa às nações menos desenvolvidas do mundo. A medida "vai virtualmente significar que a ajuda financeira combinada da União Européia dobrará a partir de 2010", explica o jornal, passando dos atuais US$ 40 bilhões anuais para US$ 80 bilhões. Se os países cumprirem o que foi prometido, os Estados mais ricos da UE "devem atingir a histórica meta da ONU de doar 0,7% de sua receita nacional até 2015". As principais agências internacionais de ajuda humanitária elogiaram a decisão. Segundo o Guardian, até mesmo os dez novos países-membros do bloco (Polônia, Lituânia, Letônia, entre outros), que até pouco tempo atrás eram receptores de ajuda internacional, se dispuseram a dedicar parte de seu PIB para melhorar as condições das nações mais pobres. |
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