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Atualizado às: 05 de maio, 2005 - 14h11 GMT (11h11 Brasília)
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Compradores de bolsas pirata serão multados em Florença

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Compradores de bolsas Prada, Gucci e afins falsificadas em Florença agora podem receber uma multa de até 10 mil euros (mais de R$ 32 mil).

A multa representa de 100 a 200 vezes o preço que normalmente é pago por elas nas barraquinhas dos ambulantes.

A Prefeitura da cidade é uma das primeiras a aplicar o decreto-lei que o governo da Itália aprovou em março para combater a comercialização de mercadorias pirata.

O decreto visa a incrementar a competitividade da economia italiana, que atravessa um período de estagnação.

Por isso desde quarta-feira, em Florença, quem for pego comprando bolsas, sapatos, acessórios, CDs piratas pode ter que pagar multa. As taxas variam de 3,3 mil (mais de R$ 10,6 mil) a 10 mil euros.

Calçadas

Há anos as principais cidades italianas convivem com os vendedores ambulantes que comercializam ilegalmente cópias de produtos de marcas famosas.

A maioria deles vem do Senegal e do Marrocos. Eles carregam a mercadoria nos ombros, expõem em barraquinhas e até no chão das calçadas.

Muitos se instalam em pontos centrais, às vezes próximos das lojas de grife que vendem os originais.

As cópias que eles oferecem, por preços bastante acessíveis, tornaram-se um chamariz para as italianas e também para os turistas.

Em Florença, a pessoa que for pega comprando um produto falsificado vai ser notificada na hora e a multa será enviada pelo correio, segundo o comandante da polícia municipal de Florença, Alessandro Bartolini.

“Todas as cidades de arte, onde há um grande fluxo turístico têm esse problema. Em Veneza e Roma é a mesma coisa, uma luta contínua”, disse à BBC Brasil o secretário municipal florentino Graziano Cioni, responsável pela implantação da medida.

Informação

A polícia municipal, que normalmente fiscaliza os vendedores ambulantes e apreende a mercadoria falsa, a partir de agora está encarregada de controlar também os compradores, mas, segundo o comandante, nos primeiros dias não haverá muita rigidez.

“Vamos esperar 5 ou 6 dias para garantir maior informação através de folhetos que explicam as novas normas e fornecem dados sobre pirataria. Eles serão distribuídos em diversas línguas em escolas, casas, consulados e postos de controle turísticos”, diz Bartolini.

Só pode ser multada a pessoa que for pega em flagrante, isto é, no ato de pagar a mercadoria, mas Graziano Cioni adverte que a pessoa pode ser acusada de receptação apenas por ter nas mãos um objeto falso.

Segundo o comandante Bartolini, a polícia chega a apreender cerca de 40 mil produtos pirata por ano, boa parte fabricada em territorio italiano.

O maior problema, na opinião do secretário municipal, não são os imigrantes do Senegal, Marrocos ou China – muitos deles legalmente estabelecidos no país – que comercializam produtos pirata, mas sim o mercado paralelo e a organização criminosa que estão por trás.

Para o secretário da Associação Nacional dos Vendedores Ambulantes, Giovanni Tallone, não é multando o comprador que se resolve o problema da pirataria.

“As estatísticas dizem que um quarto da economia italiana é informal. Boa parte destes produtos é fabricada aqui. Existe uma realidade econômica italiana, além da chinesa e de outros países, na qual uma parte do empresariado nacional prefere seguir esses canais de comercialização”, afirma Tallone.

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