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Gutiérrez chega a Brasília e fica em hotel do Exército | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente destituído do Equador, Lucio Gutiérrez, chegou por volta das 13h30 deste domingo (horário local) à base aérea de Brasília. Gutiérrez estava acompanhado da mulher, Ximena Bohórquez, e da filha Viviana Estefania, de 15 anos. Uma filha mais velha, que faz parte do exército equatoriano, decidiu permanecer no país. De acordo com o Ministério da Justiça, entretanto, o pedido de visto territorial deverá incluir toda a família. Hotel De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério das Relações Exteriores, o ex-presidente aparentava cansaço na chegada. Ele deve permanecer temporariamente num hotel de trânsito num clube do Exército. As despesas com esse hotel e com o vôo foram bancadas pelo governo do Brasil. Mas, de acordo com o Ministério da Justiça, de agora em diante, Gutiérrez terá que se manter com recursos próprios. Ainda nesta semana, ele deve fazer o pedido formal de visto territorial - uma formalidade nos casos de asilo político - ao Ministério da Justiça. Entre as condições para a concessão do visto está a interrupção de qualquer tipo de atividade política, seja envolvendo assuntos brasileiros ou de outros países, incluindo o Equador. A segurança de Gutiérrez e da família deverá ficar por conta da Polícia Federal, que também vai monitorar o ex-presidente para checar o cumprimento do acordo. Sempre que quiser sair do país, ele deverá pedir autorização ao Ministério da Justiça. Ainda não é certo se o ex-presidente passará a viver em Brasília. O Ministério da Justiça diz que, assim que o asilo for concedido, Gutiérrez poderá viver e trabalhar em qualquer cidade brasileira. Esquerdista Gutiérrez assumiu o poder como esquerdista há mais de dois anos, mas perdeu o apoio de seus partidários indígenas ao implementar políticas de livre mercado. Sua tentativa de dissolver a Suprema Corte provocou grandes protestos contra o governo. Depois de semanas de violentas manifestações exigindo sua remoção do cargo, o presidente do Equador foi deposto em votação unânime pelo Congresso. Gutiérrez disse que sua remoção do cargo foi "inconstitucional" e que "nunca abandonou" seu posto. Na noite de quarta-feira, o Exército, que retirou o apoio ao ex-presidente, chegou a fechar o aeroporto para impedir que ele deixasse o país. |
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