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Prioridade é 'restabelecer a ordem', diz ministro do Equador | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O recém-nomeado ministro do Interior do Equador, Mauricio Gándara, disse à BBC que a prioridade do novo governo do país agora é "conseguir o restabelecimento da ordem e da paz". Gándara foi um dos primeiros integrantes do gabinete a serem nomeados pelo novo presidente, Alfredo Palacio, que era o vice de Lucio Gutiérrez, líder destituído pelo Congresso na quarta-feira por "abandono do posto". Gándara disse também que ordenou à polícia que fechasse as fronteiras equatorianas para impedir a fuga de funcionários públicos envolvidos em corrupção. "Os ex-funcionários terão de pedir permissão para deixar o país, para que os delitos não fiquem impunes", afirmou. Sobre o ex-presidente Gutiérrez, o ministro do Interior disse que não adotou medidas contra ele, já que o ex-presidente solicitou asilo na embaixada do Brasil em Quito antes da formação do novo governo. "E no Equador, o direito a asilo é sagrado", observou. Ordem de prisão Gándara também falou que expediu ordem de prisão contra o ex-presidente Abdalá Bucaram, que foi deposto pelo Congresso em fevereiro de 1997 por "incapacidade mental". Para o novo ministro, Bucaram é uma "página negra do Equador". Ele acrescentou, porém, que o ex-governante acusado de corrupção saiu do território equatoriano – para onde tinha voltado de seu exílio no Panamá após a Suprema Corte ter anulado um processo que corria contra Bucaram. Segundo alguns analistas, o retorno de Bucaram ao Equador foi um dos fatores que desencadearam a onda de protestos que resultaram na destituição de Gutiérrez. Além de Gándara, o novo presidente Palacio nomeou Antonio Parra para o Ministério das Relações Exteriores e o general Solón Espinoza como ministro da Defesa. |
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