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Imprensa em Israel destaca passado 'nazista' de Ratzinger | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os meios de comunicação em Israel anunciaram a escolha do novo papa, o cardeal alemão Joseph Ratzinger mas, logo em seguida, mencionaram o seu passado no movimento juvenil hitlerista e no Exército nazista. De acordo com o analista do canal estatal da TV israelense Oren Nahari, "não há dúvida de que Ratzinger tem uma certa mancha em seu passado". Nahari também disse que "o novo papa é o mais conservador entre os conservadores e seus principais inimigos são a secularidade e a modernidade". O jornal Haaretz escreveu: "Apesar de que nunca foi sugerido que Ratzinger estivesse envolvido nas atrocidades nazistas, existe um contraste entre a sua história na Segunda Guerra Mundial e a de seu predecessor, o polonês João Paulo 2º, que participou em atividades anti-nazistas". Reconciliação Logo depois do anúncio da eleição do novo papa, os sinos de todas as igrejas, tanto em Israel quanto nos territórios palestinos, começaram a badalar em sinal de alegria com a notícia. O presidente de Israel, Moshe Katzav, parabenizou o novo papa, e declarou que espera que ele siga o caminho de João Paulo 2º e continue promovendo a reconciliação e a fraternidade entre as nações do mundo. O embaixador de Israel no Vaticano, Oded Ben Hur, disse que a escolha de Joseph Ratzinger é um ato conservador por parte da Igreja Católica e que o governo israelense espera que o novo papa continue as boas relações do Vaticano com Israel e com o povo judeu, iniciadas por João Paulo 2º. O alemão Joseph Ratzinger, de 78 anos, foi escolhido como novo papa no final da tarde desta terça-feira, no Vaticano. Para ser o líder máximo da Igreja Católlica, Ratzinger adotou o nome de Bento 16. |
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