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Cotidiano do papa inclui rezar missa e receber políticos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As inúmeras viagens feitas por João Paulo 2º pelo mundo e suas constantes aparições na televisão acabaram alterando a percepção que as pessoas têm sobre o papel de um papa. "João Paulo 2º fez muito mais do que os papas anteriores costumavam fazer. Visitou vários países e levou a eles a mensagem cristã", destaca o vaticanista Alceste Santini. "Cabe ao sucessor entender o problema destes povos e levar a idéia de Igreja para eles." Conforme Santini, a imagem de um papa trancado no Vaticano ficou no passado. De acordo com ele, o próximo papa deverá ter a mesma energia de João Paulo 2º, dar prosseguimento às viagens apostólicas e realizar o que falta ser feito. Chefe de Estado Além de nomear bispos e cardeais, canonizar santos e beatos, um papa precisa cumprir inúmeras obrigações cotidianas à frente da Igreja. Como qualquer padre, o papa precisa celebrar diariamente a santa missa, rezar a liturgia das horas, ter seu momento de intimidade com Jesus no sacrário, com a Nossa Senhora e os santos. "Karol Wojtyla, por exemplo, acordava sempre muito cedo", lembra o padre Ricardo Dias Neto da Silva, editor da versão brasileira do Observatório Romano, jornal oficial do Vaticano. "Depois da missa, participava de uma série de audiências. Além disso, preparava discursos para os grupos maiores recebidos na Sala Clementina do Vaticano." De acordo com o padre Ricardo, João Paulo 2º costumava visitar duas paróquias romanas todos os finais de semana. Procurava manter um contato mais próximo com os fiéis, porque um papa é acima de tudo o pároco de Roma. No dia-a-dia, a tarefa de um papa é representar a Igreja não apenas nos assuntos espirituais, mas também naqueles temporais, como receber os fiéis, fazer discursos, acolher os visitantes, principalmente embaixadores, chefes de Estado e de governo, incentivando-os para que a paz seja uma realidade no mundo. Mensagens Sempre que possível, quando a Igreja acha necessário, o papa divulga uma mensagem de modo particular, seja uma encíclica, uma carta apostólica, um documento pontifício. A cada dois anos, pelo menos, reúne representantes do episcopado nacional e internacional. Depois, publica uma exortação apostólica para atualizar o Evangelho. Um papa também tira férias. Mas, geralmente, não são dias apenas de descanso. João Paulo 2º costumava ir às montanhas no inverno e a Castel Gandolfo, desde 1597 a residência de verão do Vaticano em Castel Gandolfo, localizada a 25 km de Roma. Para ele, eram dias voltados à oração (segundo Wojtyla, a contemplação da natureza sempre foi um momento particular de elevação a Deus), aos passeios, à leitura e aos amigos. Os únicos compromissos em público neste período eram a reza da oração mariana do Angelus, aos domingos. As férias costumavam ser também momentos para preparar alguns documentos, ou discursos importantes, ou uma das muitas viagens apostólicas. |
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