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Celso Amorim rebate críticas à viagem à África | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, rebateu as avaliacões surgidas na imprensa brasileira de que a viagem do presidente Lula à África não atingiu os objetivos pretendidos. “Quando as pessoas fixam na imaginação um objetivo que não é o objetivo que está sendo perseguido, por definição você tem um fracasso”, disse o ministro. As críticas feitas ao governo se basearam na falta de resultados comerciais concretos saídos da viagem. Grande parte das críticas foi detonada pela irritação do ministro do Desenvolvimento Luis Fernando Furlan, que reclamou muito na Nigéria – o país mais rico da região – das dificuldades em se negociar com o país. O ministro Furlan se queixou da ausência de um ministro nigeriano que pudesse explicar as restrições a produtos brasileiros e também das dificuldade colocadas pela segurança local para a movimentação da delegação brasileira. Mas em uma entrevista em Guiné-Bissau, o ministro Amorim disse que a viagem tem principalmente o objetivo de estreitar relações políticas e que as vantagens comerciais poderão vir no médio ou longo prazo. Contatos “Agora o presidente Lula já se encontrou com os líderes de diversos países e se houver algum impasse político dificultando negociações comerciais, fica mais fácil de resolver”, disse o ministro. “Na Nigéria, por exemplo, ocorreu o encontro entre o presidente Lula e o presidente (Olusegum) Obasanjo. Foi uma reunião entre o presidente do maior país da América Latina com o presidente do maior país da África e isto é muito importante”, argumentou. Uma nota divulgada pelo Itamaraty nesta quarta-feira diz que os dois presidentes ressaltaram as afinidades históricas e culturais entre os dois países e destaca a Continua a nota: "Ademais, o Acordo sobre Confidencialidade, que dará início à execução do projeto de transferência da tecnologia brasileira para a produção de medicamentos anti-retrovirais na Nigéria, será assinado em breve." Furlan Amorim não quis comentar as afirmações feitas pelo ministro Furlan, mas acabou falando sobre as dificuldades enfrentadas pela comitiva na Nigéria. Furlan havia reclamado, por exemplo, do fato de que os carros oficiais foram parados em quatro bloqueios em Abuja antes de chegarem ao palácio presidencial. “Isso são coisas de protocolo com as quais a gente tem que se acostumar. Quando fui à Nigéria há dois meses, na preparação da visita do presidente, tive que esperar por duas horas para falar com o presidente Obasanjo. Quando fui à Arábia Saudita tive que esperar por duas horas para falar com o príncipe Abdullah”, exemplificou Amorim. O ministro admitiu que não houve reunião específica entre os ministérios de Relações Exteriores e do Desenvolvimento para coordernar posições, que durante a viagem à África deram a impressão, em diversos momentos, de estarem desencontradas. “Vocês sabem que nos dias anteriores à morte do papa tivemos que viajar para Roma por conta do funeral do papa”, lembrou o ministro. |
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