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Funeral do papa pode receber até 2 milhões de poloneses | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Agências de viagem da Polônia estimam que até 2 milhões de pessoas estão deixando suas cidades no páís para viajar até Roma e assistir ao funeral do papa João Paulo 2º, na sexta-feira. Na estação ferroviária de Varsóvia, algumas pessoas chegaram a esperar até 24 horas para conseguir lugar em trens para Roma. Foram colocados à disposição ônibus e vôos extras. Angus Roxburgh, correspondente da BBC em Cracóvia, cidade natal do papa, diz que a maioria dos peregrinos não tem idéia de onde vai se hospedar nem como conseguirá chegar perto da Praça de São Pedro. "Temos que ver nosso papa e dizer adeus a ele", disse Iza Tyra, da cidade de Gdansk, que esperou pelo menos quatro horas para poder ver o corpo de João Paulo 2º, no Vaticano. 'Sem tratamento especial' Cerca de 300 membros do Parlamento polonês querem se juntar à comitiva oficial do país durante o evento, mas Roma já não dispõe de acomodação para uma delegação desse tamanho. Na terça-feira, o presidente da Polônia, Aleksander Kwasniewski, disse à rádio estatal do país que os poloneses não devem alimentar as esperanças de receber tratamento especial. Ainda na terça-feira, cerca de 200 mil pessoas se reuniram no centro de Varsóvia para uma cerimônia religiosa ecumênica em homenagem ao papa. O governo decretou feriado na Polônia na sexta-feira. Segundo o correspondente da BBC, para os poloneses João Paulo 2º era mais do que um líder espiritual, era o homem que os incentivou a resistir ao regime comunista nos anos 80 e 90. "Será uma verdadeira peregrinação para aqueles que conseguirem completar a viagem", disse ele. |
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