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Papa faz Fidel Castro voltar a catedral após mais de 45 anos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente de Cuba, Fidel Castro, compareceu a uma missa em homenagem ao papa João Paulo 2º na catedral de Havana. Foi a primeira vez que ele pisou na igreja desde 1959, de acordo com autoridades eclesiásticas. A catedral estava apinhada de altos funcionários do Partido Comunista, católicos cubanos, diplomatas estrangeiros e turistas. Castro sentou-se na primeira fila e estava usando um sóbrio terno escuro na cerimônia na noite da segunda-feira. Na comunhão, o líder comunista, que em sua infância foi educado por jesuítas, preferiu ficar sentado. Antes, ele havia assinado um livro de condolências. "Descanse em paz, batalhador incansável pela amizade entre os povos, inimigo da guerra e amigo dos pobres", escreveu Castro. Visita Segundo ele, João Paulo 2º foi sempre um "grande amigo" de Cuba. Cuba, que foi um país oficialmente ateu até 1992, está homenageando o papa com três dias de luto. João Paulo 2º fez uma histórica visita à ilha comunista sete anos atrás. Nos últimos dias, o governo cubano tem lembrado comentários feitos pelo papa naquela época em condenação ao embargo americano ao país. Menos ênfase tem sido dada ao fato de que, depois da visita, muitos católicos cubanos acreditaram que teriam muito mais liberdade para construir novas igrejas ou dirigir escolas. Isso não aconteceu. A adoção do legado de João Paulo 2º pelo governo cubano tem limites. |
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