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América Latina lidera remessa de dinheiro de imigrantes, diz Financial Times | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma reportagem do diário econômico britânico Financial Times afirma que as remessas de dinheiro de imigrantes para os países da América Latina cresceram 20% em 2004, totalizando US$ 45,8 bilhões. "A América Latina é o maior destino de remessas de um mercado mundial estimado em mais de US$ 120 bilhões", diz o Financial Times. Estima-se que 25 milhões de latino-americanos estejam vivendo e trabalhando fora de seus países de origem, sobretudo nos Estados Unidos e na Europa. Na América Latina, diz o jornal, pelo menos "US$ 8 bilhões (desses imigrantes) reforçam as economias ou investimentos, contribuindo significativamente para as perspectivas econômicas da região a longo prazo." Os dados fazem parte de um relatório que será divulgado nesta semana pelo fundo de investimento multilateral do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O México foi o país que recebeu maior volume de remessas do exterior na região em 2004, US$ 16,6 bilhões. Armas A União Européia cedeu a pressões dos Estados Unidos e vai adiar planos de suspender o embargo na venda de armas para a China, afirma nesta terça-feira o diário The New York Times. O jornal afirma que autoridades americanas e européias confirmaram a informação de que a UE deve esperar até pelo menos o próximo ano para redefinir uma evetual retomada das vendas a Pequim. De acordo com o diário, "além da pressão americana, as nações européias ficaram abaladas com a recente aprovação de legislação pelo Parlamento chinês autorizando o uso da força para evitar a independência de Taiwan". As autoridades da Europa citadas pelo New York Times disseram que a UE não deve recuar em seus planos, impulsionados pelo presidente francês, Jacques Chirac, de encerrar o embargo em algum momento. Mas o bloco europeu percebeu que "não valeria a pena fazer isso agora e arruinar as relações com os Estados Unidos". Fronteira O Christian Science Monitor, de Boston, afirma que há uma crescente preocupação no governo americano com a possibilidade de terroristas entrarem nos Estados Unidos cruzando a fronteira com o México. "Autoridades citam recentes informações de inteligência que são a prova mais clara até agora de que os terroristas planejam usar (a fronteira sul) como ponto de entrada – isso se já não tiverem entrado", afirma o jornal. Há então agora pressão de deputados democratas e republicanos pelo endurecimento nos controles da extensa fronteira entre os dois países. De acordo com o Monitor, os militantes da Al-Qaeda podem explorar duas formas de entrar nos Estados Unidos. A primeira delas é pagar redes especializadas em contrabandear imigrantes. A outra é explorar uma brecha legal no sistema de imigração americano, que separa os mexicanos – cuja entrada é rejeitada imediatamente – dos cidadãos de outros países. Os imigrantes detidos na fronteira considerados pelos Estados Unidos como "não-mexicanos" têm direito a uma audiência na Justiça que determina se serão ou não admitidos – em 2004, segundo o diário, 44 mil "não-mexicanos" tiveram a entrada autorizada. As autoridades americanas temem que militantes islâmicos obtenham identidades falsas de países latino-americanos, como El Salvador e Honduras, e consigam se infiltrar nos Estados Unidos como "não-mexicanos". |
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