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Americanos planejam a primeira 'cidade para surdos', diz NYT | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os Estados Unidos podem ter a primeira "cidade para surdos" do mundo, revela nesta segunda-feira uma reportagem no New York Times. O deficiente auditivo Marvin Miller já conseguiu apoio de cerca de 100 famílias para fundar um vilarejo no Estado da Dakota do Sul que terá a linguagem dos sinais como principal idioma. A cidade deve se chamar Laurent e abrigar cerca de 2,5 mil pessoas. "Os professores vão ensinar por meio de sinais, os debates na Câmara Municipal serão na linguagem de sinais e os funcionários de restaurantes terão de saber atender com sinais", diz o jornal. Os idealizadores do projeto, arquitetos e futuros moradores de vários Estados americanos e de outros países se reúnem nesta semana na Dakota do Sul para discutir o projeto. A iniciativa, porém, é polêmica. "Para alguns, como Miller, sua mulher e seus quatro filhos, que também são surdos, isso reflete o desejo mais simples: morar num lugar onde fazem parte totalmente da vida cotidiana", diz o Times. "Outros, principalmente os defensores das tecnologias que ajudam os surdos a utilizar a linguagem falada, observam que uma cidade como essa poderia apenas isolar e excluir os surdos mais do que nunca." Se sair do papel, entretanto, a "cidade dos surdos" deverá ter também moradores sem deficiência auditiva, sobretudo parentes de surdos. Wolfowitz O subsecretário da Defesa americano, Paul Wolfowitz, lançou uma ofensiva de relações públicas para obter a sua aprovação como novo presidente do Banco Mundial, afirma o diário Washington Post. Indicado ao posto pelo presidente George W. Bush, Wolfowitz, neoconservador que foi um dos idealizadores da invasão do Iraque, é visto com suspeição por vários governos da Europa e até mesmo por funcionários do Banco Mundial. "Ele telefonou para Bono, o astro do rock que defende os pobres da África. Também deu entrevistas a jornais franceses, planejou visitas a autoridades européias e elogiou seus possíveis futuros funcionários", relata o jornal. "Wolfowitz está procurando seus críticos de forma enérgica, na esperança de convencê-los de que será muito melhor no comando do banco do que eles imaginam." Segundo o Washington Post, a iniciativa de Wolfowitz é necessária, apesar de os Estados Unidos tradicionalmente escolherem o presidente do Banco Mundial. "O Conselho do Banco Mundial, que sempre trabalha por consenso, pode rejeitar a candidatura de Wolfowitz. Isso já aconteceu em 2000 com um aspirante à presidência do FMI que não obteve apoio de Washington e de outras capitais importantes", acrescenta o diário. França Os jornais franceses destacam nesta segunda-feira pesquisas de opinião que mostram que a maioria da população pretende rejeitar a adoção de uma Constituição européia num referendo marcado para o fim de maio. Segundo o Le Figaro, o "não" conta agora com o apoio de 52% dos eleitores. O jornal afirma que a mudança na tendência – antes amplamente favorável ao "sim" – se deu principalmente entre os franceses identificados com os partidos de esquerda (há duas semanas 54% deles eram a favor da Constituição, agora são apenas 45%). A revista Le Nouvel Observateur diz que, até agora, a campanha política pelo "não" tem sido mais agressiva que a dos favoráveis à nova Carta da União Européia – que é apoiada tanto pelo governo de centro-direita quanto pela oposição socialista. Num editorial, o Libération afirma que a rejeição à Constituição entre simpatizantes do Partido Socialista é resultado da insatisfação com o longo período no poder do presidente Jacques Chirac. "Um dos principais desafios para os que apóiam o 'sim', sobretudo aqueles do Partido Socialista, é convencer as pessoas que existe outras maneiras de votar contra Chirac." |
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