|
Militares inventam desculpas para 'escapar' do Iraque, diz 'NYT' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Militares americanos estão procurando novas desculpas para conseguir escapar da guerra no Iraque, revela uma reportagem nesta sexta-feira no diário The New York Times. Entre as estratégias usadas para evitar uma condenação por deserção, os soldados tomam drogas, para serem propositalmente surpreendidos em exames de urina, ou tentam conseguir atestados de problemas médicos ou psicológicos para não serem mandados de volta ao Oriente Médio. Segundo o jornal, há até um caso em que um militar é acusado de "ter pedido a um familiar na Filadélfia para dar um tiro em sua perna para que ele não tivesse que voltar à guerra". "Eu estava com medo", contou à polícia o soldado Roberts, após ter levado uma bala. "Eu não queria voltar ao Iraque e deixar minha família. Eu senti que a minha hierarquia de comando não se importava com a segurança das tropas. Eu sabia que eu não voltaria." Autoridades da Defesa dos Estados Unidos disseram ao New York Times que o número de pessoas consideradas desertoras aumentou bastante desde o início da guerra no Iraque. "Desde outubro de 2002, 6 mil soldados abandonaram seus postos por pelo menos 30 dias." Muitos desses soldados têm fugido para o Canadá e já começaram a se organizar em grupos que defendem o direito de não ir à guerra por discordar da atuação militar dos Estados Unidos. Eles são ajudados por veteranos da Guerra do Vietnã. Nova OLP O diário israelense Haaretz destaca a criação de uma "nova OLP (Organização para a Libertação da Palestina)" como um dos pontos mais importantes da reunião entre grupos militantes palestinos nesta semana no Cairo. Pela primeira vez, grupos extremistas islâmicos como o Hamas e o Jihad Islâmico devem passar a fazer parte da OLP. A nova composição deve ser acertada até o fim do ano. "A atual OLP só tem facções seculares. A nova OLP terá responsabilidade por determinar os objetivos nacionais palestinos e, possivelmente, assumir também a responsabilidade pelas negociações diplomáticas com Israel", diz o Haaretz. O jornal acrescenta que, ao longo das negociações com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, discutiu-se a possibilidade de o Hamas e o Jihad Islâmico mudarem os seus escritórios de Damasco (Síria) para a Cidade de Gaza – após a retirada militar israelense da região, programada para começar em julho. "O aspecto mais importante dos acordos alcançados ontem (quinta-feira) é a nova relação entre a Autoridade Palestina e os grupos palestinos de oposição, incluindo a participação deles nas eleições locais, em maio, e naquelas para a Assembléia Legislativa, em julho, assim como a cooperação política no futuro", escreveu o articulista do Haaretz Zvi Bar´el. Franco Os jornais espanhóis ficaram divididos ao comentar a retirada da última estátua em Madri do ex-ditador Francisco Franco. "Retirar uma estátua de um ditador não é falsificar a história, mas sim aceitar que a sua presença não mais reflete o sentimento da maioria", afirmou o El Periódico, de Barcelona, elogiando a decisão. O El País também aprovou a medida, mas fez algumas ressalvas: "Retirar estátuas e renomear ruas e praças que ainda levam o nome do ditador é menos importante do que lembrar quem ele foi e o que fez". Já o El Mundo, de Madri, diz que a remoção do monumento era desnecessária. "Isso não vai apagar 40 anos da nossa história recente, trazer as vítimas de volta à vida ou promover a concórdia entre os espanhóis", opina o diário. Embraer O New York Times afirma nesta sexta-feira que a Embraer vem ganhando fatias maiores do mercado de aviação comercial nos Estados Unidos. A empresa brasileira, diz o jornal, pretende deixar para trás a sua principal concorrente, a canadense Bombardier, com uma nova aeronave, a Embraer 190. Empresas de baixo custo dos Estados Unidos, como a JetBlue, contam com os aviões de médio porte da Embraer para abrir novas rotas baratas a destinos ainda ignorados em solo americano. "Analistas esperam que as encomendas de aviões da Embraer tenham um salto nos próximos anos. E há sinais de que a Embraer (...) vai começar a conquistar mais clientes importantes de seus rivais", diz o jornal americano, revelando um documento interno de uma subsidiária da Delta Airlines que diz que os jatos brasileiros são "fundamentais" para o futuro da companha aérea. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||