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Ministra tenta vender 'títulos da poluição' em Londres | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A ministra das Minas e Energia, Dilma Rousseff, vai se reunir nesta quinta-feira com investidores estrangeiros interessados em negociar com o Brasil a compra dos "títulos de poluição", que entraram em vigor com o Protocolo de Kyoto, no mês passado. A reunião vai acontecer na Embaixada do Brasil em Londres. O Protocolo de Kyoto contém o princípio de quem polui menos vende o direito de emitir gás carbônico aos que querem poluir mais. "O Canadá mostrou um imenso interesse nessa questão do uso de certificados de desenvolvimento limpo e obviamente dos créditos de carbono em projetos no Brasil", disse ela. Ainda não há, porém, definição dos preços dos títulos de poluição. Parceria "É de extremo interesse do governo brasileiro que eles se disponham a construir conosco uma forma de isso se realizar", disse a ministra. A possibilidade de comprar créditos permite que empresas continuem a se expandir - e poluir mais - desde que financiem projetos em outras partes do mundo de modo que o nível global de emissão de gás carbônico diminua até o ano de 2012. As cotas para alguns países europeus chegam a 8% de redução, levando-se em conta o período de 1990 a 2012. Os países em desenvolvimento não são obrigados a cortar a poluição porque ainda estão abaixo do limite previsto pelo Protocolo de Kyoto. Existe ainda a possibilidade de que projetos de empreendimentos que gerem energia limpa, mesmo se ainda não tiverem saído do papel, dêem direito à emissão de créditos de carbono. Assim, existe a possibilidade de empresas estrangeiras investirem na produção, por exemplo, do biodiesel no Brasil, em troca de créditos para poluir. Uruguai "Esse mercado de crédito de carbono pode vir a se constituir num dos instrumentos de viabilização de investimentos", disse Rousseff. Numa entrevista coletiva em Londres, a ministra também falou que está praticamente descartada a interrupção da exportação de energia elétrica ao Uruguai. A hipótese havia sido levantada por causa dos baixos níveis dos reservatórios do sul do Brasil - situação que, de acordo com Rousseff, já começa a ser revertida. "Nós estamos fazendo os nossos melhores esforços para manter a exportação para o Uruguai. Tudo leva a crer que iremos manter", disse ela. "Essa é uma relação de mão dupla e nós, que falamos muito em integração regional, temos no setor elétrico e de energia uma prática de respeitar, de estreitar e de ampliar esse vínculo, seja com o fornecimento de energia elétrica que vamos exportar para a Argentina agora seguramente no inverno, seja também quando for possível no futuro, quando a gente conseguir, integrar a malha de gasoduto." |
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