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Atualizado às: 18 de dezembro, 2004 - 16h27 GMT (14h27 Brasília)
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Acordo salva conferência do clima de fracasso
Queima de combustível fóssil
Seminário para medidas para depois de 2012 foi marcado para maio
Integrantes da conferência sobre mudanças climáticas da Organização das Nações Unidas (ONU) superaram um impasse de última hora e aprovaram na madrugada deste sábado, em Buenos Aires, a realização de um seminário em 2005 para discutir o que fazer contra o aquecimento global quando o Protocolo de Kyoto expirar, em 2012.

Esse impasse de última hora foi criado quando, na sessão final da conferência, a proposta do seminário foi apresentada aos países em desenvolvimento.

A Índia – apoiada por países como o Brasil – exigiu uma garantia por escrito de que o seminário não levaria à imposição de metas de redução de emissões aos países em desenvolvimento.

A reivindicação foi rejeitada pela União Européia, mas, ainda assim, os integrantes conseguiram chegar a um novo acordo, que prevê a realização de um seminário em Bonn, na Alemanha, em 2005.

"Encontro informal"

Apesar de ser considerado por muitos um passo pequeno demais – principalmente por organizações ambientais que esperavam mais dessas quase duas semanas de conferência –a realização desse seminário gerou muita polêmica entre representantes da União Européia e dos Estados Unidos.

Os europeus queriam várias reuniões, ainda que informais, a partir do ano que vem para discutir como combater o aquecimento global quando o Protocolo de Kyoto expirar, em 2012.

Já os Estados Unidos insistiam que houvesse apenas um encontro e que ele fosse classificado de seminário para deixar claro que nenhuma decisão precisaria ser tomada.

Os americanos conseguiram que fosse feito apenas um encontro, classificado de seminário, mas concordaram ele durasse vários dias, como queriam os europeus.

O seminário, em maio do ano que vem, vai "promover uma troca informal de informações" sobre como cortar emissões e realizar adaptações às mudanças climáticas, segundo o rascunho do texto do acordo.

Desafios

Os Estados Unidos não terão que cumprir as exigências do Protocolo de Kyoto, que, após a adesão da Rússia, passa a valer a partir de fevereiro de 2005.

A ausência dos Estados Unidos, que não ratificaram o protocolo, é o maior desafio para qualquer acordo pós-Kyoto, já que o país é fonte de cerca de 25% das emissões que provocam o efeito estufa.

Outro ponto polêmico é a não-participação de países em desenvolvimento como a Índia, a China e o Brasil.

Esses países aparecem entre os maiores emissores de gases que provocam o efeito estufa em levantamentos como um que foi apresentado durante a conferência, que deixa o Brasil em sexto lugar em um ranking de poluidores.

A posição foi obtida por meio da comparação entre um ranking com mais de cem países – feito pela ONU (Organização das Nações Unidas) e no qual o país não está – e dados apresentados pelo Brasil na própria conferência.

Para o governo brasileiro, a inclusão do país no ranking foi equivocada.

“Para nós, o ranking que vale é o histórico. Outros estudos mostraram que o Brasil emite apenas 1% desses gases no mundo”, disse o ministro da Ciência e Tecnologia Eduardo Campos.

Segundo ele, esses estudos são mais amplos e levam em consideração mais de 200 anos de Revolução Industrial.

Segundo o governo brasileiro, quando um período como esse é usado, o país não fica nem entre os 20 primeiros no mundo.

Outro argumento utilizado pelas autoridades brasileiras é que a comparação foi “improvisada”.

Membros da delegação dizem que teria sido necessário comparar a metodologia do estudo brasileiro, que foi divulgado durante a conferência, com a usada pela ONU em seu ranking para verificar se faria sentido a simples inclusão do Brasil em um ranking do qual o país não fazia parte.

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Foto de um marinheiro tirada por Yevgeny Khaldey (© A. e L. Khaldey/Russian Union of Photo Artists)União Soviética
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