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Atualizado às: 10 de março, 2005 - 21h34 GMT (18h34 Brasília)
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Brasil deve subir meta de exportações para US$ 110 bi

Notas de dólar
Para Quirós, queda do dólar não está afetando vendas no exterior
O presidente da Agência para a Promoção de Exportações (Apex), Juan Quirós, afirmou nesta quinta-feira em Portugal que o governo brasileiro está revendo as metas de exportações para 2005 e que elas deverão ultrapassar a previsão inicial de US$ 108 bilhões e chegar a mais de US$ 110 bilhões.

"A Apex tem hoje mais de 200 projetos em 45 setores da economia do Brasil e estamos avaliando cada setor e acompanhando a evolução das metas. É muito provável que o ministro (do Desenvolvimento Luiz Fernando) Furlan faça uma revisão das metas para um novo patamar. A nossa expectativa é que supere os US$ 110 bilhões."

Segundo Quirós, a queda do dólar não está afetando o volume das vendas no exterior porque os empresários estão "cortando nas margens (de lucro)".

"Nós não estamos sentindo uma diminuição das exportações com esta cotação do dólar. O que alguns setores da nossa economia estão mostrando é que há sim uma diminuição da rentabilidade das vendas, mas o mercado externo continua a ser atraente."

Aumento de exportações

Falando no fórum empresarial com o tema Brasil e Mercosul – Investimentos Internacionais, organizado pela Associação dos Dirigentes de Vendas de Portugal, Quirós explicou como tem sido a atuação do governo para aumentar as exportações.

"Contratamos vinte consultorias internacionais que fazem um levantamento da pauta de importações dos países, para sabermos quem está comprando o quê e a que preço. Temos a informação de quem são os nossos concorrentes e uma previsão comercial para os próximos 24 meses."

Segundo ele, o passo seguinte é feito internamente no Brasil. "Cruzamos essas informações com o levantamento das empresas realizado em cada Estado do Brasil."

De acordo com Quirós, 60% da pauta de exportações do Brasil hoje passa pela Apex.

Outra atividade da Agência é a de promover os produtos, o que pode ocorrer tanto em supermercados como em lojas conhecidas.

"Temos que procurar novos nichos de mercado para agregar competitividade e amplitude de mercado para os nossos produtos. Em 2003 e 2004, trabalhamos bastante com novos mercados, como os países árabes, os países da África, os países escandinavos, o Leste Europeu, a Índia, a China, a Rússia, e agora estamos dando continuidade para consolidar em ações", afirmou.

"A Apex está realizando 550 eventos no mundo este ano, praticamente dois por dia, fazendo promoção de produtos e abrindo o mercado para pequenas e médias empresas."

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