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China é 'melhor para o mundo' que EUA e Rússia, diz pesquisa | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma pesquisa realizada pelo Serviço Mundial da BBC mostra que a influência da China no mundo é vista como mais positiva que a dos Estados Unidos e da Rússia. Em média, nos 22 países onde foi feito o estudo, 48% dos entrevistados afirmaram que o papel da China atualmente é mais positivo que negativo. No Brasil, essa foi a opinião de 53% dos entrevistados. Apenas 30%, em média, disseram ver a influência do país asiático como mais negativa. Quando comparados os resultados obtidos em pesquisas semelhantes que observaram a influência dos Estados Unidos ou da Rússia, a China também se sobressaiu. Em média, 38% dos entrevistados disseram ver a influência americana como positiva, enquanto apenas 36% afirmaram o mesmo em relação à Rússia. Preocupação
A maioria das pessoas entrevistadas – 49% – também classificou como positivo o crescimento econômico da China, mas apenas 24% disseram ser positivo o fato de o país estar fortalecendo seu poderio militar. Mesmo em outros países asiáticos, que têm uma histórica posição cautelosa em relação à China, as opiniões foram relativamente boas. A única exceção foi o Japão, onde apenas 22% dos entrevistas disseram ver a influência do vizinho como positiva. Muitos japoneses preferiram não emitir sua opinião, e outros 25% afirmaram que o impacto da China é negativo para o mundo. 'Impressionante' O estudo entrevistou 22.953 pessoas e foi conduzido especialmente para o Serviço Mundial da BBC pelo instituto de pesquisas GlobeScan, junto com o Programa para Atitudes em Política Internacional (Pipa, na sigla em inglês), da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos. "É impressionante que, mesmo com seu enorme crescimento econômico, a China seja vista como uma boa influência, especialmente para seus vizinhos", disse Steven Kull, diretor do Pipa. "Apesar disso, essa opinião cordial... parece depender de a China conseguir impedir a si mesma de tentar converter seu poderio econômico em uma presença militar ameaçadora." Em relação à economia, até no México, onde os operários freqüentemente competem diretamente com os da China, 54% dos entrevistados se mostraram positivos em relação ao crescimento econômico da China. Já quando o assunto é o poderio militar do país asiático, cidadãos de Austrália, Japão, Estados Unidos e nações européias se dizem preocupados. Os Estados Unidos está considerando a suspensão do embargo de venda de armas à China. O correspondente da BBC em Pequim, Tony Cheng, diz que a China raramente sentiu necessidade de olhar para além das suas fronteiras. Mas o país está se abrindo. O uso intensivo da internet e a expansão das mídias de massa trouxeram o resto do mundo para a casa de chineses comuns pela primeira vez. Segundo Cheng, por isso mesmo há uma preocupação crescente com a imagem do país. Para ele, os chineses estão cientes de que o progresso só virá se eles se unirem com o resto da comunidade internacional. |
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