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'Inexperiência' do PT explica derrota na Câmara, diz Tarso Genro | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro da Educação, Tarso Genro, afirmou nesta quarta-feira, durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Suriname, que a "inexperiência" do PT na relação com o governo contribuiu para a derrota sofrida pelo partido na disputa pela presidência da Câmara. Genro aceitou comentar o resultado da votação na condição de membro da direção nacional do PT, e não como integrante do governo. De acordo com o ministro, o PT demonstrou inexperiência ao não notar que o "partido tem de governar com um sistema de alianças" e não se limitar ao "diálogo interno". Tarso Genro disse que o partido precisa realizar uma "profunda reflexão" sobre as causas que determinaram a derrota do candidato petista, o deputado Luiz Eduardo Greenhalgh, à presidência da Câmara. Na opinião do ministro, a relação do PT com o governo "não está clara" porque o partido não pode ser uma extensão do governo e tornar-se uma ferramenta do Estado. Em meio à autocrítica, Genro afirmou, no entanto, que a derrota na Câmara não atrapalha a governabilidade e pode ser "uma lição muito positiva" para o partido. O ministro disse ainda que o PT não deve "criar nenhum espírito de caça às bruxas" contra Greenhalgh ou contra o deputado Virgílio Guimarães, que lançou candidatura independente à presidência da Câmara. Tarso Genro declarou que, pessoalmente, é contra uma punição a Virgílio e afirmou que o deputado Severino Cavalcanti (PP-PE) venceu a votação porque "soube tirar proveito de uma somatória de todos os descontentamentos". |
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