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Morte de freira é reflexo da negligência do governo, dizem ONGs | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O assassinato da freira americana Dorothy Stang, no Pará, é resultado da negligência do governo brasileiro na apuração de casos similares no passado, na opinião das organizações de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional, da Grã-Bretanha, e Human Rights Watch, dos Estados Unidos. "É uma longa história de negligência dos governos estadual e federal e também das autoridades jurídicas", disse à BBC Brasil Tim Cahil, porta-voz da Anistia Internacional. Segundo ele, mais de 900 pessoas foram assassinadas no Brasil, entre 1986 e 1995, por causa das disputas de terra, e somente cinco pessoas teriam sido presas. "A morte da freira Dorothy Stang reflete a sistemática brutal da violação dos direitos humanos que tem ocorrido no Estado do Pará durante muitos anos", disse Cahil. Segurança Reed Brodie, diretor da Human Rights Watch, concorda. "Autores de massacres no passado não foram investigados e punidos devidamente", disse Brodie. Segundo ele, a impunidade leva a um ambiente em que a violência é tolerada. Brodei elogiou a atitude do governo federal em enviar a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, para o Estado do Pará a fim de coordenar as investigações. Mas defendeu mais ações, como o aumento do número de policiais para evitar que casos como esse ocorram no futuro. "A luta pelos direitos humanos não deveria ser uma missão perigosa", disse Brodie. Para as organizações, o mais importante agora é que os governos estadual e federal façam uma investigação rápida e isenta para que crimes como esse não se repitam. Assassinato Segundo a polícia, a missionária de 73 anos levou três tiros no rosto após ser abordada por dois homens armados num assentamento rural do município de Anapu no sábado. Dorothy Stang trabalhava em atividades ligadas à defesa dos direitos humanos na Amazônia. A freira vivia no Brasil há mais de 30 anos. Recentemente, Stang recebeu um prêmio da Organização dos Advogados do Brasil, OAB, pela sua dedicação à região amazônica. |
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