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Missionária americana é morta a tiros no Pará | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A missionária católica americana Dorothy Stang foi assassinada a tiros no estado do Pará, no sábado. Segundo a polícia, a missionária de 73 anos levou três tiros no rosto após ser abordada por dois homens armados num assentamento rural do município de Anapu. Dorothy Stang trabalhava em atividades ligadas à defesa dos direitos humanos na Amazônia. A freira vivia no Brasil há mais de 30 anos. Recentemente, Stang recebeu um prêmio da Organização dos Advogados do Brasil, OAB, pela sua dedicação à região amazônica. Chico Mendes A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse que a morte da freira pode ser comparada ao assassinato de Chico Mendes em 1988. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou uma comitiva de ministros e policiais ao Pará para apurar o caso. Há informações de que a missionária Dorothy Stang estava recebendo ameaças de morte. O secretário nacional de Direitos Humanos, Nilmário Miranda, disse que dois suspeitos de envolvimento com o caso já foram identificados. "Levar os responsáveis por este crime à prisão tornou-se uma questão de honra para o governo brasileiro", afirmou Miranda. A freira pertencia à Congregação de Irmãs de Notre Dame de Namur, uma ordem católica internacional. Entre os reconhecimentos que ela recebeu pelo seu trabalho missionário está uma indicação para o prêmio Mulher do Ano do Pará. |
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