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Polícia identifica suspeitos de morte de missionária | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Polícia Civil do Pará disse neste domingo que já identificou quatro suspeitos de participar do assassinato da missionária católica americana Dorothy Stang, de 74 anos. No sábado, ela levou três tiros no rosto após ser abordada por dois homens armados num assentamento rural do município de Anapu. Dois dos suspeitos seriam os pistoleiros que atiraram em Stang e os dois outros seriam os mandantes do assassinato. A polícia não quis fornecer os nomes dos suspeitos. Dorothy Stang trabalhava em atividades ligadas à defesa dos direitos humanos na Amazônia. A freira vivia no Brasil há mais de 30 anos. Recentemente, Stang recebeu um prêmio da Organização dos Advogados do Brasil, OAB, pela sua dedicação à região amazônica. Chico Mendes A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse que a morte da freira pode ser comparada ao assassinato de Chico Mendes em 1988. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou uma comitiva de ministros e policiais ao Pará para apurar o caso. Há informações de que a missionária Dorothy Stang estava recebendo ameaças de morte. O secretário nacional de Direitos Humanos, Nilmário Miranda, prometeu fazer justiça no caso de Stang. "Levar os responsáveis por este crime à prisão tornou-se uma questão de honra para o governo brasileiro", afirmou Miranda. A freira pertencia à Congregação de Irmãs de Notre Dame de Namur, uma ordem católica internacional. Entre os reconhecimentos que ela recebeu pelo seu trabalho missionário está uma indicação para o prêmio Mulher do Ano do Pará. |
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