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Renúncia depende de 'consciência' do papa, diz Vaticano | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O cardeal Angelo Sodano, secretário de Estado da Cidade do Vaticano, disse nesta segunda-feira que uma eventual renúncia do papa João Paulo 2º é uma questão “para a sua consciência”. O cardeal fez a afirmação durante uma conversa com jornalistas em uma inauguração de uma livraria no Vaticano, quando foi perguntado se o pontífice já pensou na possibilidade de se demitir. “Deixemos para a sua consciência. Se há um homem dirigido pelo Espírito Santo que ama a igreja mais que todos e que sabe o que fazer é justamente ele, devemos ter uma enorme confiança, ele sabe o que deve fazer.” A conversa ocorreu um dia depois da aparição de João Paulo 2º na janela do hospital Gemelli, de onde pronunciou a bênção do Angelus com grande dificuldade. Nao é a primeira vez que se fala numa possível renúncia do papa por motivos de saúde. João Paulo 2º, no entanto, sempre afirmou que pretende levar sua missão “até o fim” e “ até quando Deus quiser”. Ele também já chegou a afirmar em outras ocasiões que “um pai não se demite de sua função”. Apesar disso, já circulou na imprensa italiana a história de uma carta de demissão que o papa teria escrito e guardado para usar se fosse necessário, o que jamais foi confirmado pelo Vaticano. A renúncia de um papa é prevista pelo Código de Direito Canônico, a Constituição do Vaticano, no cânon 332. Porém, como o papa detém o poder máximo na igreja, somente ele pode decidir sobre sua renúncia. |
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