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Iraquianos foram às urnas em clima de otimismo na Jordânia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Eleitores iraquianos que vivem na Jordânia foram às urnas neste domingo, terceiro e último dia de votação no país, em clima de otimismo. "Esse é um dia histórico para o Iraque, e nós nunca sonhamos que ele fosse chegar", afirmou o iraquiano Adel Anad, de 27 anos, ao deixar o posto de votação em Jabal al-Hussein, um dos mais movimentados da capital jordaniana nessas eleições iraquianas. O resultado do comparecimento às urnas nesses três dias de votação na Jordânia ainda não foi divulgado, mas a expectativa é de que ele seja alto. Segundo a Organização Internacional de Migração (OIM), responsável pela votação fora do Iraque, só no primeiro dia de votação, na sexta-feira, 41,9% dos que se registraram foram às urnas. O total acumulado no segundo dia foi de 72,9%, o maior índice entre os 14 países nos quais a votação foi realizada. O xiita Mosa Hason, de 70 anos, chegou ao local de votação amparado pela filha, Wafaa Mosa, uma hora antes de a votação se encerrar. "É o nosso país. E claro que nós devemos participar das eleições", afirmou o iraquiano que vive na Jordânia há dois anos. A filha dele conta que tem muitos familiares em várias cidades iraquianas, entre elas Bagdá e Basra, e disse ter ficado assustada com os relatos de ataques em território iraquiano neste domingo. "Se eu estivesse no Iraque, provavelmente não teria ido votar", afirma. Segurança A eleição na Jordânia foi realizada sob reforçado esquema de segurança, com vários policiais ao redor dos postos de votação. Muitos dos que votaram se emocionavam ao falar da situação atual do Iraque. "É uma dor muito grande saber o que está acontecendo no Iraque. É como se você tivesse uma ferida, machucando sempre", afirma Nada Yousef, de 38 anos, que é cristã. Ela diz que acha triste as dificuldades existentes para conciliar os interesses da maioria xiita e da minoria sunita no país. "Mas nós no Iraque acreditamos que somos todos iraquianos e não aceitamos que nada nos separe", afirmou Nada, que veio à Jordânia há dois anos para se casar. "Em qualquer lugar que eu for, eu sempre pensarei em voltar ao Iraque. Se houver segurança e paz, eu tenho certeza que todos nós voltaremos, porque o Iraque é o melhor país do mundo", completou. Qasem Hamed, de 20 anos, concorda. "Nós vivemos aqui, mas esse não é o nosso país. Nós temos que voltar", diz o xiita, que está na Jordânia há três anos. Ele conta ter deixado o Iraque porque já não conseguia ter uma vida normal por lá. "Eu sou jovem e lá eu não conseguia nem sair à noite", afirma. Minoria Pouco mais de 20 mil iraquianos se resgistraram para votar na Jordânia, número considerado baixo pelos analistas. Segundo a OIM, existem no país cerca de 200 mil iraquianos. Mas outras estimativas apontam para um número bem maior, de cerca de 400 mil. Os votos serão contados em Amã, e os resultados serão enviados para divulgação em Bagdá juntamente com os resultados obtidos nos outros 13 países e no Iraque. |
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