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Atualizado às: 30 de janeiro, 2005 - 17h17 GMT (15h17 Brasília)
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ONU diz que comparecimento foi alto entre iraquianos
Segurança foi reforçada em postos eleitorais de todo o país
O primeiro-ministro interino votou logo pela manhã
Foi alta a participação dos eleitores, pelo menos em algumas áreas, na primeira eleição multipartidária do Iraque em 50 anos, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).

Pouco antes de as urnas serem fechadas, a comissão eleitoral do Iraque disse que o comparecimento estimado é de 72% dos eleitores registrados, significativamente mais alto do que esperado.

O representante da ONU para as eleições no Iraque, Carlos Venezuela, confirmou que o comparecimento foi alto em algumas áreas, porém, disse que ainda é cedo para falar em números.

Nas áreas sunitas, onde a insurgência antiamericana tem sido mais forte, muitas seções eleitorais ficaram desertas.

Ataques

Alguns partidos sunitas defenderam o boicote contra as eleições nacionais e apelaram para que as pessoas votassem apenas em candidatos das eleições locais.

A votação estava prevista para ser encerrada às 18h horário local (11h em Brasília), mas foi estendida para permitir que votassem os eleitores ainda nas filas.

Militantes que ameaçaram perturbar as eleições enfrentaram medidas de segurança sem precedentes, postas em prática por forças americanas e iraquianas.

No entanto, mais de 30 pessoas foram mortas em ataques de insurgentes.

Condoleezza

Nos Estados Unidos, a secretária de Estado Condoleezza Rice elogiou a votação e disse que ela ocorreu "melhor do que o esperado".

"O que estamos vendo é um grande número de iraquianos votando. Os iraquianos deram um enorme passo e têm muito trabalho pela frente. Mas hoje é um grande dia para os iraquianos", disse Rice ao canal de TV Fox News.

Os iraquianos vão eleger uma assembléia de 275 membros. Essa assembléia escolherá um futuro governo e elaborar uma proposta de Constituição. Mais de 100 partidos estão participando da eleição.

A votação começou oficialmente no Iraque às 7h do horário local (2h em Brasília), sob forte esquema de segurança. Desde então, vários episódios de violência ocorreram no país.

Explosões

Ao sul de Bagdá, uma bomba atingiu um ônibus que carregava eleitores.

Um grupo que se autodenomina Al-Qaeda no Iraque disse que operou ativamente em Bagdá, Mosul, Samarra e Baquba.

Pelo menos seis pessoas morreram quando um suicida se explodiu em um posto de votação no leste de Bagdá.

No oeste da capital iraquiana, um suicida provocou a morte de pelo menos quatro pessoas em um posto de votação. Dezenas ficaram feridas.

Dois policiais iraquianos foram mortos do lado de fora de outros postos de votação.

Um atentado com morteiros em um posto eleitoral no bairro de Cidade Sadr, uma região pobre no subúrbio de Bagdá, matou quatro pessoas.

Foram registradas também explosões em outros pontos do país, em Basra, Mosul e Baquba.

Os ataques ocorreram depois que o líder militante Abu Musab al-Zarqawi pediu que os iraquianos não votassem, ameaçando atacar quem fosse às urnas.

Início

O presidente interino do Iraque, Ghazi al-Yawar, foi uma das primeiras pessoas a votar nas eleições deste domingo.

Yawar disse esperar que todos os iraquianos seguissem seus passos e fossem depositar seus votos.

"Estou muito feliz e orgulhoso esta manhã", disse Yawar. "Eu parabenizo a todos os iraquianos e peço que venham votar pelo Iraque."

O primeiro-ministro interino Ayad Allawi também votou pela manhã e lembrou "o momento histórico que esta eleição representa para os iraquianos".

Allawi disse que os eleitores que comparecem às urnas estão desafiando os "terroristas e começando com suas próprias mãos um novo futuro para o Iraque".

O secretário-geral das Nações Unidas Kofi Annan disse que as eleições são o primeiro passo rumo à democracia no país.

Na véspera das eleições, o presidente dos Estados Unidos George W. Bush disse que os "terroristas não iram destruir as eleições no Iraque".

Caças americanos estão patrulhando os céus em Bagdá.

Entre outras medidas de segurança, foram adotados a extensão do toque de recolher, o fechamento das fronteiras e do aeroporto de Bagdá e a proibição de viagens de uma província para outra.

Mais de cem partidos e coalizões estão competindo pelos 275 lugares na Assembléia Nacional, que terá como principal tarefa a elaboração e a aprovação de uma nova Constituição, abrindo caminho para novas eleições em dezembro de 2005.

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