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Para The Economist, São Paulo tem 'chance de ficar mais justa' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A revista britânica The Economist diz em sua edição desta semana que há hoje uma “oportunidade para finalmente tornar São Paulo uma cidade mais justa”. Em seguida pergunta: “Mas há vontade para fazer isto?” Em uma longa reportagem sobre a cidade mais populosa do Brasil, a revista diz que, após passar por maus pedaços nos anos 1980 e 1990, São Paulo começou a viver uma fase de recuperação nos últimos anos. Hoje a capital paulista vive uma época de “transições múltiplas”, com a economia “cada vez mais conectada ao mundo e um peso maior do setor de serviços”. Mas a revista destaca a grande desigualdade persistente na cidade, em que um centro ampliado “luxuoso” é cercado por regiões cada vez mais pobres. Classe média Ainda assim, segundo a reportagem, “as necessidades urgentes” da população carente “não dão o rumo da política de São Paulo”. O texto exemplifica que, na eleição de 2004, opuseram-se “uma incumbente que fez esforços notáveis para melhorar a vida na periferia e um desafiante mais popular com a classe média”. A The Economist diz que José Serra acabou vencendo com a ajuda do “ressentimento da classe média com aumentos de impostos e das suspeitas com o partido (da ex-prefeita Marta) Suplicy e sua vida pessoal”. A revista diz que não está claro se Serra vai continuar obras de sua antecessora. “Os paulistanos – e especialmente aqueles que estão largados nas regiões periféricas – esperarão que a incipiente recuperação da cidade seja reforçada pelo novo prefeito”, conclui o texto. |
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