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Atualizado às: 28 de janeiro, 2005 - 17h29 GMT (15h29 Brasília)
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Chile prende ex-chefe da polícia secreta de Pinochet

Manuel Contreras
Polícia deteve Contreras em casa, após sua recusa de ir ao tribunal
Após cerca de duas horas de negociação, as autoridades chilenas prenderam nesta sexta-feira o ex-chefe da polícia secreta (Dina) do Chile, o general da reserva Manuel Contreras.

Ele foi transferido para um tribunal, ao qual havia se negado a comparecer pela manhã para ser notificado da condenação a 12 anos e um dia de prisão pelo seqüestro e desaparecimento de Miguel Ángel Sandoval, militante do Movimento da Esquerda Revolucionária (MIR).

Após a ordem de prisão do juiz Alejandro Solís, cerca de 20 policiais de várias divisões foram à casa de Contreras para efetuar a detenção.

A imprensa local afirma que o ex-chefe da Dina durante o governo de Augusto Pinochet (1973-90) tentou resistir à prisão e teria chegado a sacar uma arma.

Advogado

Embora o advogado de Contreras, Juan Carlos Manns, tenha ido à Corte de Apelações de Santiago nesta sexta-feira para receber a notificação, o juiz expediu a ordem de prisão afirmando qe "o próprio condenado deve aparecer para conhecer a sua situação".

A setença havia sido decidida pela Corte Suprema do Chile em 17 de novembro do ano passado.

Para um dos advogados de defesa, Nelson Caucoto, a recusa de Contreras em ser notificado é um fato "profundamente isolado" e "sem repercussões".

Os policiais que prenderam Contreras, de 75 anos, seguiram de carro em grande velocidade pelas ruas de Santiago, rumo ao tribunal, onde estavam muitos ativistas dos direitos humanos.

Além de Contreras, quatro ex-agentes da polícia secreta do governo Pinochet também foram levados presos nesta sexta-feira: Miguel Krassnoff, Marcelo Moren Brito, Fernando Laureani e Gerardo Godoy.

Eles também foram condenados por envolvimento no seqüestro de Sandoval, e suas penas variam de 5 a 12 anos de prisão.

A decisão marca um importante precedente judicial no Chile para outros casos de militantes desaparecidos durante a ditadura, já que a Justiça desconsiderou a anistia decretada pelo governo militar.

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