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Alex vira artilheiro e ensina 'ovada' para os turcos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Em sua primeira temporada no futebol turco, o meia Alex se tornou o artilheiro do Fenerbahçe e introduziu para seus companheiros de time um costume típicamente brasileiro: a ovada nos aniversariantes. “Os turcos estranharam vários dos costumes brasileiros. Quando a gente faz aniversário, costumamos jogar ovo, farinha e café na cabeça de algúem”, disse ele em entrevista à BBC Brasil. “Em setembro, fiz aniversário e, pela primeira vez, os outros quatro brasileiros fizeram isso”, disse, se referindo a seus companheiros de time, Fábio Luciano, Fabiano, Marco Aurélio e Márcio Nobre. “Os turcos estranharam, mas hoje eles acham legal, até fazem igual.” “Foi uma coisa que nós introduzimos dentro do time”, disse o meia, que, com 16 gols assinalados desde sua transferência do Cruzeiro, no meio do ano, se tornou peça fundamental na equipe e artilheiro disparado do time. Lealdade Ele não credita a rápida adaptação à uma semelhança do futebol praticado na Turquia com seu estilo de jogo. Segundo Alex, o futebol turco “não ajudou em nada o seu futebol”. “Aqui é muito mais veloz, mais força, enquanto eu estava acostumado a jogar mais cadenciado”, explica. Essa marcação mais dura, entretanto, segundo Alex não resulta em jogadas maliciosas. “Acho que o futebol europeu é mais leal do que o brasileiro. O pessoal marca duro, mas na bola.” Mímica Tornado rapidamente ídolo no país, Alex se diz impressionado pelo fanatismo da torcida do Fenerbahçe. “Você não vê aquele coro de vaia, que às vezes acontrece no Brasil. O pessoal grita e incentiva o jogo inteiro”, diz ele. Alex diz que usa um intérprete apenas dentro do clube. Quando frequenta as lojas e espaços públicos de Istambul, o meia de 27 anos diz que “tem que se virar com mímica, umas poucas palavras em inglês e turco.” Mas diz que a tarefa é auxiliada pela natureza do povo turco, que, segundo ele, é “muito prestativa e acolhedora.” “Eles fazem força para que você não se sinta constrangido por não falar a língua.”, diz ele. |
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