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Zagueiro brasileiro continua sem poder sair do Qatar | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O zagueiro brasileiro Fabiano Eller não conseguiu mais uma vez chegar a um acordo para a sua liberação do time Al Wakrah, do Qatar, nesta terça-feira. O jogador está desde o final do mês passado tentando romper o contrato de dez meses – ele só cumpriu quatro – mas o time não quer negociar e se recusa a dar o seu visto de saída, que no Qatar está ligado a uma autorização do empregador. Fabiano disse à BBC Brasil que não sabe mais o que fazer. “Resolvi sair daqui porque eles não cumpriram nada do prometido. Eles me prometeram uma casa, que só recebi dois meses depois. Fiquei dois meses sem a minha família porque eles não liberavam o visto para eles. O visto de residente, demoraram quatro meses para me dar,” disse. “Aqui, você só pode ter muitas coisas se tiver esse visto. Carteira de motorista e internet, por exemplo, só com visto. Fiquei quatro meses dirigindo sem carteira”, reclamou o jogador. Fluminense A mulher e os três filhos do zagueiro já deixaram o país, mas Fabiano Eller, que já tem proposta do Fluminense, não consegue chegar a um acordo com a diretoria do clube no Qatar. Há dois dias, segundo o zagueiro, diretores do clube prometeram liberá-lo nesta quarta-feira. Mas na tarde desta terça-feira, Eller esteve novamente no clube e saiu decepcionado. “Eles tinham dito que iriam me liberar amanhã (quarta-feira) mas não acreditei, porque não acredito em mais nada do que dizem. Cheguei hoje (terça-feira) e disseram que não vão me dar permissão de sair do país”, e reclamou: “Estou tão estressado que estou com medo de fazer uma besteira”, disse Eller. No acordo fechado com o Al Wakrah, Fabiano receberia cerca de US$ 500 mil pelos dez meses de contrato, mais casa, carro e alguns outros benefícios. O zagueiro disse estar há dois meses e meio sem receber salários e que já devolveu as chaves da casa e do carro e está vivendo em um hotel. “Eu chego no clube e eles ficam zombando de mim, dizendo que vão me dar o visto em um mês, em quinze dias, mas não sei, acho que isso vai demorar”. “Eu estou entrando na Justiça contra eles por danos morais. Eu não matei, não roubei, não posso estar preso em um país.” Fifa O advogado de Fabiano Eller, Marcos Motta, já entrou com um pedido junto a Fifa para que o jogador seja liberado. O advogado espera uma decisão nos próximos dias. Depois de todos os problemas, Fabiano Eller disse que desaconselha qualquer um a jogar no Qatar. “Pelo o que eu vejo os brasileiros passarem aqui digo para quem me pergunta para não vir." "E, para conseguir o que foi combinado, você tem que ficar pedindo e insistindo, como se eles tivessem fazendo um favor para você", finalizou. |
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