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Atualizado às: 27 de janeiro, 2005 - 16h23 GMT (14h23 Brasília)
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Lula atribui vaias a 'filhos rebeldes' do PT

A polícia teve que conter manifestante que tentou atirar ovo em Lula
Polícia conteve manifestante que tentou atirar ovo em Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira, no Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, que as vaias que recebeu foram “manifestações juvenis” de “filhos rebeldes” do PT.

“Esses que não querem ouvir são filhos do PT que se rebelaram. É coisa da juventude”, disse o presidente. “Um dia, eles amadurecerão e à casa retornarão. E nós estaremos de braços abertos para recebê-los.”

Lula foi um dos convidados do lançamento da Chamada Global pela Ação contra a Pobreza, uma iniciativa de mais de 80 entidades da sociedade civil de todo o mundo.

A campanha cobra dos países ricos uma série de medidas, incluindo o corte de subsídios, o cancelamento da dívida externa de países pobres e o aumento da ajuda humanitária aos países mais necessitados.

'Ouvidos calejados'

Ao discursar, o presidente foi muito aplaudido por militantes do PT e do PC do B, que eram maioria no ginásio Gigantinho. Ao mesmo tempo, Lula ouviu sonoras vaias e coros com duras críticas de manifestantes do PSTU, do PSOL e do PDT.

“Esse barulho eu ouço desde 1975. Os meus ouvidos já estão calejados”, disse o presidente. “Eu vejo isso como uma harmonia gostosa, como parte da democracia.”

“É um gesto democrático, feito pela boca daqueles que não têm paciência para ouvir verdades.”

Em meio ao misto de vaias e aplausos, Lula procurou mais uma vez reforçar a defesa de uma das bandeiras de seu governo: a formação do que o presidente descreve como uma “nova geografia política, comercial e cultural”.

Lula pregou a intensificação da integração regional na América do Sul e, em especial, o aprofundamento da relação do Brasil com a Argentina.

Ao elogiar o governo do país vizinho, no entanto, o presidente trocou o nome do colega Néstor Kirchner pelo de Carlos Menem – logo depois de criticar o ex-presidente argentino.

O presidente também defendeu “parcerias estratégicas” do Brasil com países da África, do mundo árabe e nações como Índia e China.

“Esses países grandes podem se transformar em parceiros estratégicos de países como o Brasil para que a gente possa mudar a correlação de forças nos órgãos multilaterais”, disse o presidente.

“E para que a gente possa ter uma predominância da política da maioria dos países, e não uma predominância da política apenas dos países ricos”, acrescentou.

Porto Alegre x Davos

Ao comentar os caminhos da política de comércio exterior do governo, Lula também defendeu os esforços do Brasil na negociação de um acordo comercial entre a União Européia e o Mercosul.

De acordo com o presidente, as resistências de líderes europeus – Lula citou o francês Jacques Chirac, o alemão Gerhard Schröder e o britânico Tony Blair – fazem parte de um cenário normal de negociação política.

“Se eles fossem a favor (de um acordo), as coisas já estavam resolvidas. É pelo fato de eles serem contra que nós temos que fazer política e convencê-los”, disse.

“Vou a Davos e vou lá dizer o que estou dizendo aqui”, completou o presidente, em uma referência a sua participação no Fórum Econômico Mundial, que recebeu críticas de partipantes do fórum de Porto Alegre.

Para justificar sua presença no encontro realizado na Suíça, Lula procurou amenizar o possível impacto negativo diante da platéia com elogios ao evento organizado na capital gaúcha.

“Vocês estão dando o passo mais importante e histórico do Fórum Social Mundial”, afirmou o presidente. “Vocês estão deixando de ser um conjunto de pessoas, cada um discutindo o que quer, para transformar a questão da fome em um problema político.”

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