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Fórum de Davos discutirá poder da China e futuro do Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Mais de dois mil líderes políticos e empresários de todo o mundo vão passar os próximos cinco dias em Davos, na Suíça, discutindo temas que vão do crescente poder econômico da China ao futuro do Iraque depois das eleições deste domingo. Desta vez, não são esperadas as grandes demonstrações antiglobalização que marcaram edições passadas. Uma manifestação prevista para o fim de semana acabou sendo cancelada. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é um dos 20 chefes de governo e Estado que participarão do Fórum Econômico Mundial. Lula irá antes, no entanto, para Porto Alegre acompanhar o Fórum Mundial Social, que nasceu como antítese de Davos. Os assuntos em pauta, no entanto, são praticamente os mesmos nos dois encontros. As discussões sobre o aquecimento global aparecem com destaque na agenda desta edição. Os governantes presentes deverão falar da necessidade de reduzir as emissões de gás carbônico. A discussão poderá parecer distante para quem está em Davos no meio do inverno congelante. A neve acumulada cobre a cidade, e durante a noite as temperaturas caem para até -24ºC. Política O Fórum de Davos deverá ser dominado por assuntos econômicos, da transferência de empresas para outros países (que resulta em perdas para os países mais ricos) à liderança corporativa. Executivos de cerca de 100 das 500 maiores empresas do mundo devem estar em Davos. "Assumindo Responsabilidade por Escolhas Difíceis" é o tema das discussões oficiais deste ano.
Mas são os líderes políticos que devem atrair maior atenção da mídia. Uma coisa parece certa: os desentendimentos entre Europa e Estados Unidos sobre como lidar com Irã, Iraque e China devem dominar as discussões políticas. O governo americano só enviou um representante de alto escalão, embora ainda haja tempo para um gesto conciliatório como o do ano passado, quando o vice-presidente Dick Cheney fez uma aparição surpresa em Davos. O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, vai abrir oficialmente o evento, mas o primeiro a falar será o presidente francês, Jacques Chirac, que, ao confirmar a sua presença de última hora, consegiu marcar uma "mensagem especial" duas horas antes do discurso de abertura de Blair. Entre os líderes que farão pronunciamentos está o novo presidente da Ucrânia, Viktor Yushchenko, que acaba de assumir o poder depois de uma disputa judicial que levou à repetição das eleições no país. Os organizadores também esperam que o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, use a oportunidade para conversar com pelo menos Em 1994, também em Davos, Peres e o líder palestino Yasser Arafat quase chegaram a um acordo de paz. Bill Gates e Lula Entre os grandes nomes dos negócios, estará o fundador da Microsoft, Bill Gates, o homem mais rico do mundo e um veterano de Davos. Gates espera usar o encontro para conter o avanço do software de fonte aberta como o Linux, que tem ameaçado o quase monopólio da Microsoft no mercado de desktops. O empresário pretende se encontrar com o presidente Lula para tentar reverter os planos do governo brasileiro de usar o Linux em seus repartições. |
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