BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 26 de janeiro, 2005 - 00h11 GMT (22h11 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Davos reúne quem está no topo das decisões em governos e empresas

O vocalista do U2, Bono
Artistas como Bono, do U2, também participam do evento na Suíça
Cerca de 2 mil pessoas que fazem o mundo girar já estão estão a caminho da elegante estação climática de Davos, na Suíça, para uma semana de muitas discussões, bate-papo e socialização.

Quer saber como a China vai mudar o destino do planeta? Tem dúvidas se o iPod vai mesmo revolucionar a indústria fonográfica? Será que a globalização econômica pode ser mais "justa"?

Em Davos, o que se debate são essas e outras intrigantes questões. Porque durante cinco dias de janeiro, o centro de convenções da cidade e os luxuosos hotéis que o cercam se transformam em um enorme think tank (centro de estudos e discussões).

A partir desta quarta-feira, a cidade vai receber o que deve ser a maior densidade de políticos de alto escalão e homens de negócios do mundo.

Famosos

Mas espere um carregamento de déja vus.

Quase todas as pessoas que flanam pelos corredores vão parecer familiares. Talvez porque elas realmente sejam: você as conhece da televisão, dos jornais ou da internet.

Entre os políticos, nomes como o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, o chanceler alemão, Gerhard Schröder, e o presidente francês, Jacques Chirac – que confirmou sua participação no último minuto – vão disputar a atenção.

Mais de 20 chefes de Estado vão a Davos neste ano, acompanhados de dezenas de ministros. Os países em desenvolvimento estarão fortemente representados: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu colega sul-africano Thabo Mbeki e o líder nigeriano Olusegun Obasanjo já confirmaram presença.

Onde houver uma discussão sobre como acabar com a pobreza, o cantor Bono, do U2, vai estar por perto. Ao lado dele, espere artistas como Peter Gabriel, Angelina Jolie e Richard Gere.

Empreendedores sociais – encarregados de negócios sem fim lucrativos, mas sim por uma boa causa – também estão aqui, representando organizações como a Anistia Internacional, o WWF e a Iniciativa Internacional para a Vacinação contra a Aids.

E, claro, há também os caciques. Bill Gates e Michael Dell batem ponto, assim como homens e mulheres por trás de empresas como Nestlé, Hewlett Packard, Deutsche Bank, Shell, BP, Volkswagen, Vodafone, Caterpillar e Pfizer.

Gerentes do mundo?

Mas o que leva toda essa gente neste ano a Davos, onde os metereologistas prevêem temperaturas de até - 24ºC?

Estariam eles aqui para governar o mundo e decidir sobre questões de guerra e paz, ou ainda para descobrir como explorar melhor os países em desenvolvimento, como imaginam os adeptos de teorias de conspiração?

A verdade é – ai de mim! – mais banal.

Sim, às vezes se fecham acordos surpreendentes. Em 1994, palestinos e israelenses bateram o martelo em um plano de paz.

Neste ano, o novo líder palestino, Mahmoud Abbas, deve se encontrar com pelo menos um dos dois vice-premiês israelenses, que vêm a Davos.

Bate-papo

A maior parte do tempo, no entanto, o encontro anual do Fórum Econômico Mundial – que está na sua 34ª edição – é uma grande sala de bate-papo. Muito boa, aliás.

Onde mais você vai encontrar "a" autoridade em praticamente todos os assuntos discutidos no Fórum?

No evento do ano passado, por exemplo, um senhor levantou a mão para dar a sua opinião numa discussão sobre por quanto tempo a China continuaria a financiar o déficit fiscal americano. Tratava-se simplesmente do assessor econômico do presidente chinês.

E tem a socialização. Lembre-se que o acesso a Davos é permitido apenas a quem está no topo de governos e empresas (e mais alguns jornalistas).

Não há secretárias ou assessores.

Muitos profissionais de relações públicas teriam ataques do coração se soubessem quão franca e abertamente seus chefes discutem os assuntos do momento.

Há um enorme zum-zum-zum nos corredores de Davos. E muitas, muitas festas.

Alguns chamam isso de "espírito de Davos".

Ou, como um conhecido executivo definiu: "Davos é uma oportunidade para se recarregar as baterias, pensar sobre grandes questões e encontrar muita gente interessante".

Entrada do campo de AuschwitzHolocausto
Veja fotos do campo de Auschwitz, 60 anos após sua liberação.
Dê sua opinião
BBC faz pesquisa internacional sobre as eleições no Iraque.
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade