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Amorim diz ter ajuda da Síria para libertar brasileiro | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Síria, Bashar Al-Assad, prometeu ajudar o Brasil nas negociações para a libertação do engenheiro brasileiro João José Vasconcelos Júnior, seqüestrado no Iraque na última quarta-feira, afirmou nesta terça-feira o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. Segundo Amorim, Assad falou por telefone com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de Moscou – onde está em visita oficial – e disse que a própria população iraquiana não verá esse seqüestro como justificável, "porque o Brasil teve uma posição muito clara contra a guerra no Iraque". Lula também teria alertado o presidente sírio que o enviado especial do governo brasileiro à Jordânia, Affonso Celso de Ouro-Preto, pode precisar ir até a capital da Síria, Damasco. Assad, então, respondeu que o diplomata terá todo o apoio que necessitar. A decisão de enviar Ouro-Preto ao Oriente Médio foi tomada na noite de segunda-feira, depois que a construtora Norberto Odebrecht e o governo brasileiro afirmaram que iriam trabalhar em conjunto na tentativa de solucionar o seqüestro. Amorim afirmou ainda que o governo está fazendo contato com outros países do Oriente Médio e com aqueles que já passaram pela experiência de ter cidadãos seqüestrados. Outros canais Em resposta à informação de que a Associação dos Clérigos Muçulmanos do Iraque estaria disposta a fazer um apelo pela libertação do engenheiro, o Ministério das Relações Exteriores disse à BBC Brasil que o governo quer tentar explorar todas as vias possíveis de negociação sem se restringir apenas aos canais governamentais. O tom dos novos pronunciamentos contrasta com a postura que a empresa e o ministério adotavam até a última sexta-feira, dois dias depois do desaparecimento do funcionário da Odebrecht. Até então, o Itamaraty dizia respeitar a posição da construtora, que havia pedido para tratar do assunto sem interferências do governo. A mudança ocorreu no fim de semana, depois da exibição de um vídeo na emissora de televisão árabe Al-Jazeera em que o grupo militante Saraya Al-Mujahedin assumiu o seqüestro. |
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