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Zapatero quer discutir Cuba e Chávez com Lula | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Cuba e a crise entre Colômbia e Venezuela estarão entre os principais temas da visita do primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, ao Brasil, na semana que vem. Zapatero falou da viagem – programada para durar dois dias a partir de domingo – em uma conversa informal com jornalistas em Madri. A Espanha foi quem conseguiu fazer com que os acordos entre Cuba e a União Européia avançassem e agora Zapatero quer, junto com Lula, tentar ajudar o governo de Fidel Castro na relação com outros países. Ambos tentarão também mediar o conflito entre Colômbia e Venezuela, aproveitando o bom relacionamento de Lula com o presidente venezuelano Hugo Chávez e os recentes contatos de Zapatero com Álvaro Uribe, presidente da Colômbia. Zapatero elogiou a atuação do governo brasileiro no Haiti e lembrou que a decisão de mandar tropas espanholas foi tomada depois de um pedido pessoal de Lula. Colaboração A Espanha está disposta a discutir novas operações internacionais com o Brasil, segundo o premiê. Zapatero e Lula também devem conversar sobre a possibilidade de reabrir negociações entre Mercosul e União Européia, bloqueadas por causa de desacordos sobre subsídios agrícolas. O Brasil pede a redução desses subsídios, mas a União Européia por enquanto não aceita. A visita servirá também para assinar acordos sobre educação, turismo, cooperação agrícola e meio ambiente. Para falar de economia, o líder socialista se reunirá na segunda-feira em São Paulo com empresários brasileiros e representantes das principais empresas espanholas com investimento no Brasil. Cervantes A Espanha é, depois dos Estados Unidos, o país que mais investe no Brasil, com um volume acumulado de US$ 27 bilhões. Mas Zapatero disse que quer ver o Brasil e a América Latina em geral como parceiros sociais e culturais, e não apenas econômicos. Prova desse novo investimento, segundo ele, é a inauguração de sete unidades do Instituto Cervantes em capitais brasileiras. Além dos já existentes no Rio de Janeiro e em São Paulo, serão abertos novos centros em Belo Horizonte, Brasília, Recife, Salvador, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre. O Brasil vai se tornar assim o país com a maior presença dessa instituição no mundo. Depois do Brasil, o líder espanhol vai seguir para a Argentina e o Chile. Ele deve também fazer uma escala técnica na Venezuela, onde se reuniria com o presidente Chávez por uma hora. Zapatero disse que a escolha do Brasil como o primeiro país da América do Sul a ser visitado não foi casual: para o governante espanhol, Lula é o melhor interlocutor no continente neste momento. |
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