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Pesquisa global mostra pessimismo com Bush | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma pesquisa realizada em 21 países indica que em 18 deles a maior parte da população considera a reeleição de George W. Bush negativa para a paz e a segurança no mundo. Na média, 58% dos entrevistados se mostraram pessimistas com a reeleição de Bush, contra 26% de otimistas. Países da Europa Ocidental, do mundo islâmico e da América Latina, entre eles o Brasil, foram os que tiveram respostas mais negativas em relação ao presidente dos Estados Unidos. "Nossa pesquisa deixa claro que a reeleição do presidente Bush isolou ainda mais os Estados Unidos do mundo", afirmou Doug Miller, presidente da GlobeScan, empresa de pesquisas de opinião que conduziu o levantamento a pedido da BBC. Em apenas três dos países pesquisados, a reeleição de Bush foi vista como positiva para a segurança mundial: Índia, Polônia e Filipinas. A Ásia foi a região mais favorável ao novo mandato de Bush, que começa nesta quinta-feira. No Brasil, 78% dos entrevistados consideraram a reeleição de George W. Bush negativa para a paz e a segurança no mundo, enquanto 17% se mostraram otimistas com o segundo mandato. O resultado no Brasil é o terceiro pior para o presidente americano entre os 21 países onde o levantamento foi realizado. Imagem abalada A pesquisa também sugere que a reeleição de Bush está piorando a imagem dos americanos em geral, principalmente entre aliados tradicionais, como França, Alemanha, Canadá e Grã-Bretanha. Mesmo assim, a influência dos Estados Unidos como um todo não foi considerada negativa pela maioria dos entrevistados. O levantamento mostra que 47% consideram a influência americana "principalmente negativa", contra 38% que a consideram "principalmente positiva". A diferença se repete no Brasil: 51% vêem os americanos como uma influência ruim, contra 42% que vêem com bons olhos o poder americano. "Aqueles que dizem que os Estados Unidos estão tendo uma influência claramente negativa no mundo ainda não constituem uma maioria mundial definitiva, o que sugere que ainda existe uma abertura para melhorar as relações com os Estados Unidos", afirmou Steven Kull, diretor de um instituto da Universidade de Maryland que também participou da pesquisa. Iraque O levantamento também perguntou o que os entrevistados achavam de seu país enviar soldados para o Iraque. Na média, 70% se mostraram contrários ao envio, e 27% disseram que a reeleição de Bush reforçou essa opinião. Mesmo em países que enviaram tropas ao Iraque, como Grã-Bretanha e Austrália, o levantamento indica que a maioria dos entrevistados se opõe à presença militar no país. "Não se encontra apoio para a contribuição com soldados para o Iraque", afirmou Steven Kull, da Universidade de Maryland. Apesar disso, em levantamento feito com mil americanos, 56% deles indicaram que a reeleição de Bush é boa para a segurança mundial. A pesquisa tem margem de erro que varia de 2,5 a 4 pontos percentuais para cima ou para baixo, dependendo do país. No caso do Brasil, a margem de erro é de 3,5 pontos, segundo a Market Analysis Brasil, responsável pelo levantamento no país. Foram entrevistadas 800 pessoas em oito regiões metropolitanas do Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Brasília, Salvador e Recife. As entrevistas foram feitas entre 15 de novembro de 2004 e 3 de janeiro de 2005. No mundo todo, foram quase 22 mil entrevistados. Veja o resultado da pesquisa para a pergunta principal, em termos percentuais.
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