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Posse de Bush terá esquema de segurança inédito | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Barcos da Guarda Costeira vão patrulhar o Rio Potomac. Baterias anti-aéreas vão proteger Washington ao mesmo tempo que patrulhas de combate aéreo vão assegurar uma zona maior do que o normal para a não-circulação de aviões. Em uma cidade que cresceu acostumada com alertas de ameaças terroristas e revista de malas, Washington elevará a sua segurança para um patamar nunca antes visto para a primeira posse presidencial depois dos ataques de 11 de setembro no país. Cerca de 6 mil policiais, 7 mil militares e um número não revelado de agentes do Serviço Secreto estarão trabalhando com equipamentos de comunicação e monitoramento de alta tecnologia. Apesar de as autoridades afirmarem que o assunto "terrorismo" não tem sido muito mencionado ultimamente, um relatório revela que, na semana da posse de George W. Bush para seu segundo mandato na Presidência dos Estados Unidos, teme-se que a Al-Qaeda use limosines como carros-bomba. Ameaças A ameaça da limosine foi revelada em um documento de 38 páginas apreendido pelo serviço de inteligência americano de um membro da Al-Qaeda preso no ano passado na Grã-Bretanha, segundo informações da revista Time. Segundo esse suposto plano, bujões de gás dentro dos carros seriam pintados de amarelo para que as equipes de resgate e os bombeiros pensassem que era gás tóxico, o que causaria ainda mais pânico e caos. A posse de Bush não está mencionada nos planos, mas autoridades americanas resolveram revisar o documento no início de janeiro. Companhias que alugam limosines foram notificadas e barreiras foram colocadas para prevenir "qualquer veículo improvisado com explosivos". O secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos, Tom Ridge, disse que não se sabe se existem ameaças específicas no dia da posse e nem durante a semana de eventos em torno da mesma. "A segurança será a maior já vista em qualquer posse", disse ele. A monitoramento incluirá um novo centro de comando de alta tecnologia ao norte da Virgínia. O Serviço Secreto vai fiscalizar a segurança, ajudando a coordenar os esforços de segurança de cerca de 50 agências federal, estatal e local. O novo centro de comando vai receber imagens de câmeras fixas e daquelas instaladas em helicópteros no caminho que vai da Casa Branca ao Capitólio. O governo está preparado para diferentes possíveis ameaças, incluindo homens-bomba, um tiroteio no Capitólio ou ataques químico e biológico. Além da monitoração com alta tecnologia, equipamentos de transmissão serão usados para prevenir ou retardar o uso de telefones celulares ou controles remotos que poderiam ativar explosivos. Equipes com cães farejadores vão circular pelo local, e equipes especiais treinadas para retirar pessoas de escombros estarão a postos. Isolamento A cidade de Washington já está acostumada com alertas máximos de segurança. Estações de metrô têm dispositivos que detectam a liberação de agentes químicos ou biológicos. Visitantes de prédios federais têm de passar por detectores de metal e seus pertences por raio-x desde os ataques a Oklahoma em 1995. Mas a posse de Bush receberá uma atenção diferente. A zona de não circulação aérea ao redor da cidade teve seu tamanho triplicado. Normalmente, nenhum vôo privado é permitido em um raio de 26 km do Washington Monument, no centro da cidade. No dia da posse, nenhum avião privado poderá circular em uma região de 37 km ao redor dos três aeroportos de Washington entre as 10h e as 18h – isso significa uma área bem mais ampla de exclusão aérea, dada a localização dos aeroportos. Vôos comerciais terão permissão de circular durante o dia, mas radares militares e aviões vão monitorar a área. Autoridades acreditam que a principal ameaça viria de um caminhão carregado de explosivos. Por essa razão, no dia da posse, cerca de cem quarteirões da cidade ficarão fechados e outros cem terão algum tipo de restrição. Ensaio As prevenções começaram a ser tomadas no domingo para permitir um ensaio para o dia da posse, e medidas de pequena escala continuarão ao longo da semana para dar segurança ao presidente e a outros líderes, que já começam a freqüentar jantares e recepções. Dispositivos que detectam a presença de materiais químicos e biológicos serão espalhados em Washington - em mais estações de metrô que o normal, ao redor do National Mall e em prédios e ruas na rota percorrida na posse. Essa rede de sensores permitirá que as autoridades detectem colunas de fumaça e garantam a segurança das pessoas. Todo o esquema de segurança deve custar entre US$ 15 milhões e US$ 17 milhões. |
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