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Complexidade de ação militar contra o Irã não deve ser subestimada | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Com o segundo mandato do presidente George W. Bush se iniciando em apenas alguns dias, um artigo na última edição da revista New Yorker sugere que o Irã está agora na mira dos Estados. O artigo, do veterano repórter investigativo Seymour Hersh, afirma que forças especiais americanas já estão operando dentro do Irã. Ele argumenta ainda que os objetivos do governo podem incluir não apenas um ataque às instalações nucleares iranianas, mas também uma tentativa de mudar o regime de Teerã. Hersh costuma escrever artigos polêmicos e, algumas vezes, ele erra. Mas freqüentemente as suas ponderações se provam verdadeiras. Ele foi um dos primeiros a reconhecer que os maus tratos aos prisioneiros no Iraque eram um sinal de problemas maiores que afetavam até o alto escalão do Pentágono. Agora, Hersh adverte que, enquanto o caos continua no Iraque, o Irã se tornou o próximo alvo estratégico de Bush. Dentro do Irã Segundo o jornalista, forças especiais dos Estados Unidos já se infiltraram no leste do Irã, vindas do Afeganistão, à procura de instalações subterrâneas. Planos de contigência para uma invasão de larga escala estão sendo atualizados, diz ele. O problema é que, no mundo dos serviços de inteligência, as coisas nem sempre são o que parecem ser. Como a CIA (serviço de inteligência americano) tem sido preterida em favor do Pentágono, muitos especialistas insatisfeitos da CIA podem estar dispostos a abrir a boca para Hersh. A complexidade de qualquer operação militar contra as instalações nucleares iranianas – amplamente espalhadas pelo país – não deve ser subestimada. Uma ação não seria da mesma forma do simples ataque realizado por Israel contra o reator iraquiano de Osirak, em 1981. Boa parte do sistema de defesa antiaéreo iraniano teria de ser destruído primeiro. Especialistas citados no artigo de Hersh afirmam que, em vez de precipitar a queda do regime do Irã, um ataque do gênero poderia alimentar o apoio a ele. A parte mais preocupante do artigo de Hersh é quando ele diz que autoridades do governo Bush estão minimizando essas advertências. Agora pode ser uma boa hora para Hersh estar equivocado, mas é bom lembrar que o seu histórico de acertos é impressionante. |
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