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Vizinhos do Iraque chamam sunitas às urnas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Ministros do Exterior dos países vizinhos do Iraque fizeram um apelo conjunto aos iraquianos para que vão às urnas nas eleições previstas para o dia 31 deste mês. O apelo é voltado para muçulmanos sunitas que ameaçam boicotar a votação. Reunidos em Amã, na Jordânia, os ministros também prometeram não interferir nos assuntos internos do Iraque. O Irã enviou uma delegação de baixo escalão depois que o rei Abdullah, da Jordânia, acusou o país de tentar criar uma zona de influência xiita do Iraque até o Líbano. O mundo árabe teme que a população sunita seja marginalizada na nova configuração política do Iraque. Maioria xiita Também há receios em relação ao aumento do poder da maioria xiita, o que poderia fortaleceria a influência do Irã, país predominantemente xiita, na região. Os governos árabes não têm escolha a não ser apoiar as eleições, patrocinadas pelos Estados Unidos, mas têm dúvidas sobre o seu resultado. A votação não só ocorrerá em meio à constante violência e às sombras das forças ocupadoras, como carrega a promessa de reverter a histórica dominação dos sunitas no Iraque. Para uma região conservadora onde poucos países realizam eleições livres, o Iraque parece estar se movendo para águas nunca navegadas. |
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