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Suástica do príncipe Harry revela ignorância dos britânicos, dizem jornais | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O escândalo da fantasia de nazista usada pelo príncipe Harry em uma festa é o principal assunto de todos os jornais britânicos e também é comentado por jornais europeus e israelenses. O suíço Le Temps afirma que a gafe do príncipe Harry mostra "a ignorância de toda uma geração de jovens britânicos". Segundo o jornal, o príncipe se acostumou muito rápido com escândalos, mas este último pode trazer problemas para a família real. O diário israelense Yediot Aharonot diz que a ação de Harry não é a raiz do problema, mas sim o fato de que, em uma pesquisa de opinião, a maioria dos britânicos disse que "não deve ser feito um estardalhaço sobre o assunto". Para o jornal, os britânicos "não aprenderam a lição do Holocausto". O alemão Die Welt diz que a decisão do príncipe em usar a fantasia é "um escândalo que mostra a sua falta de consciência histórica". O jornal chega a indagar se Harry faz parte dos 45% dos britânicos que, em uma pesquisa recente, disseram nunca ter ouvido falar do campo de concentração de Auschwitz. Em editorial, o britânico The Independent chama Harry de "idiota" e diz que a escolha da fantasia foi um erro estúpido. "Foi uma brincadeira de gosto execrável", diz o jornal, que afirma que é difícil imaginar outro símbolo que pudesse causar um escândalo maior. O jornal diz que o uso da suástica por Harry não significa de maneira nenhuma que ele tenha qualquer simpatia pelo nazismo, mas ressalta "a ignorância e a insensibilidade" do príncipe. Amazônia O jornal britânico Financial Times diz que a rápida expansão do setor agrícola brasileiro, impulsionada pelas exportações, está contribuindo para o desmatamento da floresta amazônica. Segundo um estudo citado pelo jornal, existem indícios de que o governo estava consciente do problema, apesar de negar durante anos a relação entre "a agricultura mecanizada em larga escala e a degradação da maior floresta tropical do mundo". O estudo dá como exemplo as plantações de soja, a principal cultura brasileira. E alega que, apesar de os plantadores de soja não causarem desmatamento, eles acabam fazendo com que pecuaristas e plantadores de arroz passem a trabalhar cada vez mais para dentro da floresta. O jornal diz que muitos ambientalistas temem que o avanço da agricultura para a Amazônia possa intensificar o problema. Iraque Em editorial, o diário espanhol El País diz que a desistência dos Estados Unidos em procurar armas de destruição em massa no Iraque pode ter diferentes repercussões entre aqueles que se opuseram à guerra. "Muitos verão o fato como uma prova de que Bush e seus aliados mentiram para o mundo todo. Outros enfatizarão o fiasco dos serviços de inteligência, sobre os quais Bush baseia sua doutrina de prevenção de guerra", diz o jornal. "O fato é que as armas inexistentes foram usadas como propaganda para começar uma guerra que Washington queria que acontecesse de qualquer maneira." O diário sugere ainda que as pessoas têm todo o direito de exigir que Bush e seus aliados se desculpem em público sobre o erro. E alerta que o fiasco não pode permitir a diminuição da vigilância necessária para prevenir que outros países ou grupos "terroristas" adquiram essas armas. Argentina O argentino Clarín ouviu empresários do país sobre as declarações do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil, Luiz Fernando Furlan, sobre o Mercosul e a política comercial argentina. Os empresários classificaram a opinião de Furlan como "infeliz, agressiva e equivocada". "Apesar de o Mercosul precisar de mudanças, os países-membros devem negociar juntos com outros mercados para garantir o progresso da população e o crescimento econômico", disse ao jornal o presidente da União Industrial, Alberto Alvarez Gaiani. Para os empresários argentinos, as declarações foram feitas de olho no próximo encontro do Mercosul, quando o Brasil deve responder se aceita ou coloca sanções comerciais à proposta feita pelo governo de Néstor Kirchner. O presidente argentino sugeriu a adoçãode medidas de contenção comercial para produtos brasileiros de preço baixo ou que cheguem à Argentina em quantidade desmedida para o tamanho da economia do país. |
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