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Pentágono investe em detector de mentiras de última geração | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Imagine o Pentágono equipado com uma máquina que pode ler a mente das pessoas. Soa como o enredo de um filme de suspense de Hollywood? Bom, isto pode não estar tão distante assim. O Departamento da Defesa dos Estados Unidos entregou US$ 5 milhões (R$ 13,5 milhões) à cientista Jennifer Vendemia para desenvolver sua teoria de que é possível descobrir se alguém está mentindo pela análise das ondas cerebrais da pessoa. Vendemia diz que seu sistema tem um índice de acerto de entre 94% e 100% e representa um avanço em relação aos detectores de mentiras existentes na atualidade, os polígrafos, que baseiam suas conclusões no ritmo dos batimentos cardíacos e em mudanças na pressão sangüínea, na respiração e no suor dos interrogados. Acerto A técnica desenvolvida por Vendemia envolve a colocação de 128 eletrodos no rosto e no crânio na pessoa. Esses eletrodos conseguem revelar as ondas cerebrais em menos de um segundo, e basta os interrogados ouvirem uma pergunta para que seja obtido um resultado. Ainda deve levar algum tempo para que o novo sistema substitua os polígrafos, que foram inventados há quase um século. Mas Vendemia diz que sua tecnologia representa um avanço em relação à atual. “Se o exame é feito por um bom interrogador, um polígrafo vai ter um nível de acerto de 85% a 90%”, afirma ela. “Mas com outros, o nível é de menos de 50%. Minha tecnologia tem níveis de acerto de cerca de 94% a 100%.” Questões éticas A cientista diz que suas pesquisas mostram que o cérebro demora mais para processar mentiras do que verdades, e isso, segundo ela, pode ser observado por meio do monitoramento das ondas cerebrais. Seu trabalho é custeado com dinheiro do governo, mas ela diz que questões éticas emergiram da pesquisa. Será que seu aparelho seria usado, por exemplo, para ajudar a interrogar pessoas inocentes acusadas de serem agentes da organização Al-Qaeda? “Tudo pode ser utilizado de forma imprópria”, afirma Vendemia. |
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