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Atualizado às: 14 de maio, 2004 - 12h10 GMT (09h10 Brasília)
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Dois terços de candidatos mentem no currículo, diz estudo
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Empregados tendem a exagerar histórico acadêmico
Um estudo britânico alerta empregadores para mentiras nos currículos de candidatos a vagas.

A pesquisa mostra que dois terços de 3 mil currículos avaliados continham informações falsas, desde pequenas omissões sobre experiências passadas a mentiras sobre qualificação e fraudes cometidas contra chefes anteriores.

O estudo é da agência de investigação corporativa The Risk Advisory Group, que diz que o problema se agravou em 2003, com 16% de mentiras a mais do que no ano anterior.

Mulheres perto dos 30 anos foram as que mais mentiram, com 77% dos currículos com dados falsos. Homens de 20 anos foram os mais honestos.

Mesmo na categoria dos mais honestos, metade dos currículos ainda continham erros.

'Safos'

O The Risk Advisory Group analisa currículos a pedido de empregadores como bancos e instituições financeiras, que exigem um alto grau de confiabilidade dos empregados.

As mentiras
Dois terços dos CVs mentiam
Mulheres de 30 anos eram as que mais fraudaram CVs
55% omitiam dados de empregos anteriores
36% mudaram o histórico acadêmico
Erros e omissões aumentaram em 2003
TRAG

O diretor de desenvolvimento empresarial Alan Beazley diz que os pesquisadores já estão habituados a identificar fraudes.

Para Beazley, é inevitável, devido à exigência de cinco a dez anos de experiência, que as pessoas cometam erros no currículo.

Mas ele destaca que muitos acham que conseguem se safar com mentiras. “Em muitos casos, notamos uma tentativa sistemática de omitir ou ‘massagear’ a informação.”

Os casos mais delicados são sobre motivos que levaram o candidato a deixar algum emprego no passado. “Não dizer honestamente as razões por deixar um projeto é algo muito sério.”

Ações judiciais

Outra mentira recorrente são endereços anteriores falsos, que podem levar o empregador a descobrir ações judiciais contra o candidato à vaga.

Na parte de educação, candidatos tendem a exagerar experiências e inflar seus históricos acadêmicos.

Em um caso, uma mulher disse ter estudado na prestigiada Universidade de Columbia, em Nova York, mas a instituição não tinha nenhum registro da candidata.

Breazley acredita que o instinto humano de "sobrevivência do mais forte" é o principal motivo das mentiras.

“A motivação da mentira é fazer com que o candidato se destaque entre os demais. As pessoas tentam mostrar mais sucessos do que elas realmente tiveram”, afirma.

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