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Ressonância pode ser mais eficiente contra mentirosos, diz estudo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um exame médico capaz de diagnosticar tumores cerebrais pode ser usado também para dizer se as pessoas testadas estão mentindo. A constatação é de pesquisadores americanos da Temple University, que apresentaram a idéia durante o encontro anual da Sociedade de Radiologia da América do Norte, que acontece em Chicago. O exame usado seria a popular ressonância magnética. Segundo os cientistas, quando a pessoa está falando a verdade, ela usa diferentes partes do cérebro das partes ativadas quando a pessoa está mentindo. Tradicionalmente, existe no mercado um detector de mentiras que busca mudanças corporais na pessoa testada avaliando, por exemplo, o suor e variações de pressão, batimentos cardíacos e respiração. Precisão Mas Scott Faro, um dos responsáveis pela nova teoria, diz que a precisão desses detectores de mentira é limitada porque as pessoas podem apresentar tais variações corporais apenas por estarem ansiosas com o teste. Além disso, diz o especialista, os "mentirosos profissionais" podem aprender a burlar o teste. Os estudiosos investigaram até que ponto a ressonância magnética é eficaz na detecção de mentiras. Eles pediram para seis de 11 voluntários dispararem uma arma de brinquedo e depois mentir sobre o que eles fizeram. Os cinco outros voluntários tiveram que falar a verdade sobre o que aconteceu. Todos os voluntários tiveram o seu cérebro avaliado pelos cientistas enquanto estavam falando. Um detector de mentiras tradicional também foi usado nos voluntários para comparação. Os dois exames foram capazes de apontar quem estava falando a verdade e quem estava mentindo. Nos exames cerebrais, diferentes regiões do cérebro foram ativadas quando as pessoas estavam mentindo e dizendo a verdade. Os pesquisadores esperam poder no futuro comprovar que a ressonância magnética pode ser usada isoladamente para detectar mentiras, ou como uma comprovação para os testes tradicionais que, segundo Scott Faro, podem ser muito mais comportamentais do que científicos. O único obstáculo seria a logística do exame de ressonância, já que a pessoa precisaria ficar deitada em um tubo. No caso de verificar a mentira de suspeitos de crime, por exemplo, as delegacias precisariam ser equipadas com o espaçoso aparelho que realiza a ressonância. |
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