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Atualizado às: 30 de novembro, 2004 - 11h54 GMT (09h54 Brasília)
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Ressonância pode ser mais eficiente contra mentirosos, diz estudo
Cérebro
O detector de mentiras tradicional seria menos eficaz do que o exame
Um exame médico capaz de diagnosticar tumores cerebrais pode ser usado também para dizer se as pessoas testadas estão mentindo.

A constatação é de pesquisadores americanos da Temple University, que apresentaram a idéia durante o encontro anual da Sociedade de Radiologia da América do Norte, que acontece em Chicago.

O exame usado seria a popular ressonância magnética. Segundo os cientistas, quando a pessoa está falando a verdade, ela usa diferentes partes do cérebro das partes ativadas quando a pessoa está mentindo.

Tradicionalmente, existe no mercado um detector de mentiras que busca mudanças corporais na pessoa testada avaliando, por exemplo, o suor e variações de pressão, batimentos cardíacos e respiração.

Precisão

Mas Scott Faro, um dos responsáveis pela nova teoria, diz que a precisão desses detectores de mentira é limitada porque as pessoas podem apresentar tais variações corporais apenas por estarem ansiosas com o teste.

Além disso, diz o especialista, os "mentirosos profissionais" podem aprender a burlar o teste.

Os estudiosos investigaram até que ponto a ressonância magnética é eficaz na detecção de mentiras.

Eles pediram para seis de 11 voluntários dispararem uma arma de brinquedo e depois mentir sobre o que eles fizeram. Os cinco outros voluntários tiveram que falar a verdade sobre o que aconteceu.

Todos os voluntários tiveram o seu cérebro avaliado pelos cientistas enquanto estavam falando.

Um detector de mentiras tradicional também foi usado nos voluntários para comparação.

Os dois exames foram capazes de apontar quem estava falando a verdade e quem estava mentindo.

Nos exames cerebrais, diferentes regiões do cérebro foram ativadas quando as pessoas estavam mentindo e dizendo a verdade.

Os pesquisadores esperam poder no futuro comprovar que a ressonância magnética pode ser usada isoladamente para detectar mentiras, ou como uma comprovação para os testes tradicionais que, segundo Scott Faro, podem ser muito mais comportamentais do que científicos.

O único obstáculo seria a logística do exame de ressonância, já que a pessoa precisaria ficar deitada em um tubo.

No caso de verificar a mentira de suspeitos de crime, por exemplo, as delegacias precisariam ser equipadas com o espaçoso aparelho que realiza a ressonância.

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