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Pentágono planeja corte de US$ 60 bilhões, diz NYT | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Pentágono planeja cortes de US$ 60 bilhões em seus gastos militares nos próximos seis anos, como parte de um plano do governo de George W. Bush para diminuir o déficit público. De acordo com o New York Times, esta será a primeira vez desde os atentados de 11 de setembro de 2001 que o Pentágono corta gastos, em vez de aumentá-los. As despesas militares cresceram 41% no período, totalizando US$ 420 bilhões neste ano. Segundo o jornal, os Estados Unidos devem aposentar um de seus 12 porta-aviões, comprar menos veículos anfíbios e retardar um novo sistema de combate de alta tecnologia do Exército. "Desde as eleições de novembro, a Casa Branca tem estado sob crescente pressão para aliviar os déficits e ao mesmo tempo pagar pelos inesperados altos custos das operações militares no Iraque e no Afeganistão, que juntas custam agora mais de US$ 5 bilhões por mês." China x Japão Uma reportagem no diário britânico The Guardian retrata o crescimento de uma geração de jovens chineses que utiliza a internet para expressar ódio nacionalista contra o Japão. O governo de Pequim, que censura com rigor os websites de grupos pró-democracia e defensores dos direitos humanos no país, permite que os ataques aos vizinhos asiáticos sejam feitos livremente na rede. "Economicamente, as relações nunca foram melhores. O Japão é o principal parceiro comercial da China. Mas as relações políticas entre as duas nações mais poderosas da Ásia estão no seu ponto mais baixo em décadas", diz o jornal. Muitos jovens chineses têm criticado o Japão pelo passado histórico de ocupação e crimes de guerra na China. As autoridades e parte da população se ressentem ainda do fato de o governo japonês nunca ter admitido oficialmente e se desculpado por esses crimes. Editoriais O Financial Times dedica nesta quinta-feira seus dois editorais à China. O primeiro deles destaca que "o crescimento econômico chinês apenas começou". O diário afirma que a China conquistou o mundo "não com seus Exércitos, mas com suas fábricas" e se tornou uma potência econômica com crescimento anual do PIB de espantosos 9% ou mais. O segundo editorial faz uma ressalva, dizendo que o verdadeiro problema que o presidente Hu Jintao e o premiê Wen Jiabao vão enfrentar "está em casa". "O Partido Comunista é um anacronismo, e a sua sobrevivência depende de crescimento econômico e poder autoritário", observa o FT. "A longo prazo, os chineses – cada vez mais prósperos, educados e cosmopolitas – vão exigir Justiça e estado de direito." "Não será apenas uma questão de ideologia, ou o resultado de George W. Bush ou seus sucessores espalhando a democracia pela força das armas. Será simplesmente o resultado político de uma revolução industrial." |
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