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Atualizado às: 27 de dezembro, 2004 - 10h48 GMT (08h48 Brasília)
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Desastres naturais causam prejuízo recorde a seguradoras, dizem jornais
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Os jornais The Independent e The Times, da Grã-Bretanha, publicam estimativas da seguradora Swiss Re de que os desastres naturais ocorridos em 2004 trouxeram prejuízos recordes a companhias de seguro no mundo todo, isso já sem contar o maremoto que atingiu a Ásia no domingo.

Segundo a empresa, as perdas causadas por desastres naturais como os furacões nos Estados Unidos e os tufões no Japão, por exemplo, chegaram a mais de 100 bilhões de dólares e cerca de 21 mil pessoas morreram nessas catástrofes, também sem considerar o mais recente maremoto.

Segundo a Swiss Re, cerca de 95% dos pedidos de pagamento de seguro em 2004 ocorreram devido a catástrofes naturais. E especialistas ouvidos pelos jornais sugerem que essas quantias podem acirrar o debate sobre mudanças climáticas.

"O que esses números não revelam é o impacto desproporcional que as mudanças climáticas têm em populações pobres, que não podem pagar seguro e que não são as grandes responsáveis pelos problemas climáticos do mundo", disse ao The Independent o diretor da ONG Amigos da Terra.

De acordo com empresas de seguro ouvidas pelo The Times, as perdas econômicas devido aos maremotos na Ásia podem demorar meses ou até anos para serem calculadas.

Democracia

O Financial Times traz um artigo de Hillary Clinton, senadora americana e mulher do ex-presidente Bill Clinton, em que ela afirma que os Estados Unidos precisam apoiar a Ucrânia na luta pela democracia.

A senadora argumenta que a democracia não termina com uma Constituição ou com o direito de votar. Segundo ela, os Estados Unidos aprenderam que manter a democracia é uma luta sem fim que precisa ser enfrentada todos os dias.

Ela afirma que, apesar de o governo colocar em ação leis que protegem a liberdade, é necessário que os valores democráticos vivam no coração e na mente de uma sociedade civil.

Hillary diz que, nas últimas semanas, a Ucrânia tem mostrado que está construindo uma sociedade civil, o que ficou em evidência pela recusa em aceitar os resultados de "eleições fraudulentas".

"Após a nova votação, os Estados Unidos devem estudar a vontade do governo ucraniano de entrar para a Organização do Tratado do Atlântico Norte e ajudar a consolidar o progresso democrático e as reformas econômicas do país", diz ela.

A senadora também afirma que os Estados Unidos e a Europa precisam mostrar a todos os partidos e candidatos na Ucrânia que o respeito pela democracia é um fator determinante das futuras relações com o Ocidente.

Ano das urnas

O Financial Times também traz uma análise de que o ano de 2004 parece ter sido um ano recorde no número de pessoas votando em diversas partes do mundo, e que, apesar de alguns problemas em eleições, há várias razões para celebrar a democracia.

Segundo o jornal, mais de 1 bilhão de pessoas votaram em cerca de 60 eleições presidenciais e parlamentares no mundo todo, como nas eleições gerais na Índia, nas eleições para o Parlamento europeu e nas eleições presidenciais nos Estados Unidos, na Rússia, na Indonésia e também no Afeganistão.

O jornal diz que muitas dessas votações mostraram que as pessoas vão às urnas quando elas acham que seu voto vai mudar alguma coisa. E que o "ano das urnas" mostrou que os eleitores usam o seu poder e acabam levando eleições a resultados inesperados.

Segundo o artigo, problemas como segurança, além de tensões sociais, raciais e religiosas, devem continuar influenciando as próximas eleições.

E as eleições de janeiro no Iraque devem testar se uma democracia pode ser implementada em um local de insurgência.

Autismo

O diário The New York Times ouviu cientistas sobre as descobertas de um estudo sobre crianças autistas patrocinado pelo Instituto Nacional de Saúde americano e que deve ser publicado no próximo ano.

Segundo a pesquisa, apesar de terapias comportamentais ajudarem muitas dessas crianças, não há evidências de que esses tratamentos melhorem os sintomas da doença.

Para os cientistas ouvidos pelo jornal, os pais tentam tantos tratamentos alternativos - como vitaminas, dietas e jogos de computador - que fica difícil saber o que faz com que a doença melhore ou piore.

"Se tantas crianças estão sendo curadas, onde elas estão? Quem são elas? Mostre-me 10%", disse Bryna Siegel, diretora da clínica de autismo da Universidade da Califórnia, em São Francisco. "Não há muitas dessas crianças por aí."

Segundo o jornal, o Instituto Nacional da Saúde está financiando cerca de 70 estudos relacionados ao tratamento da doença, e cientistas acreditam que o tratamento deve se tornar mais claro nos próximos anos.

Phukent, na TailâniaEm imagens
Veja a destruição causada pelo maremoto na Ásia.
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Vítimas de maremoto se agarram no que podem.
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