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Maremoto provocou maior acidente ferroviário da história, diz jornal | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O maremoto de domingo provocou no Sri Lanka o maior desastre ferroviário da história, afirma o diário britânico The Guardian. Cerca de 1,7 mil passageiros morreram em um trem lotado que havia deixado a capital Colombo e fazia o trajeto costeiro rumo à cidade de Galle, no sul do país. "Uma onda gigante atropelou as árvores, descarrilou os vagões e os encheu de água instantaneamente", diz o jornal. O Guardian afirma que a tragédia supera em muito o número de vítimas do pior acidente ferroviário até então, ocorrido em 1981, quando cerca de 800 pessoas morreram na queda de um trem de uma ponte em Bihar, na Índia. "Eles não tiveram chance. A parede de água deve ter sido de pelo menos 6 metros, a julgar pelas telhas desaparecidas de uma enorme casa situada perto dos destroços do trem." Segundo estimativas da polícia de Colombo, 1,5 mil bilhetes foram vendidos para aquela viagem, e outros 200 devem ter subido no trem em algumas estações no meio do caminho. Cidade inteira Um vilarejo inteiro da província de Aceh, na Indonésia, com dezenas de milhares de habitantes, foi varrido por uma onda gigantesca do maremoto. Segundo o jornal indonésio Kompas, todos os moradores da cidade portuária de Ule Lhee estão desaparecidos. "Ule Lhee foi terraplanada, todos os moradores estão desaparecidos", disse Syahrul Badruddin, funcionário do governo regional de Aceh. "Quando o tsunami chegou no domingo de manhã, a cidade estava movimentada com pessoas que estavam lá para nadar no mar." Syahrul disse que, em razão da posicão geográfica do vilarejo, os moradores e visitantes devem ter sido varridos pela onda e arrastados para o Oceano Índico. Monitoramento Muitos jornais na Ásia criticam os governos da região por não terem investido em mecanismos de monitoramento e alerta sobre ondas gigantes. Já existem sistemas com esta finalidade em operação no Pacífico, e as publicações agora defendem que eles sejam adotados no Oceano Índico. O Bangkok Post, da Tailândia, afirma que, "se não havia antes uma razão justificável para um sistema de alerta sobre ondas, certamente é o caso agora". Na Austrália, o Sydney Morning Herald afirma que os governos da região abalada pelo maremoto não tinham antes interesse no sistema em razão do seu alto custo e baixa probabilidade de tragédias como a desta semana. "Agora, eles precisam repensar", diz o diário australiano. |
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