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Atualizado às: 23 de dezembro, 2004 - 23h07 GMT (21h07 Brasília)
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Testemunho: '70% de Falluja foi destruída sem chance de restauração'
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Combates continuam acontecendo em Falluja
Centenas de moradores voltaram à cidade de Falluja nesta quinta-feira. Eles foram os primeiros a retornar desde os violentos combates entre as forças lideradas pelos Estados Unidos e insurgentes em novembro.

No texto abaixo, o médico Saleh Hussein Isawi, diretor interino do Hospital-Geral de Falluja, descreve para a BBC a situação em que os moradores vão encontrar a cidade.


"As pessoas começaram a chegar por volta das 9h. Não tenho idéia de quantas são, mas vi um grande número de carros e vans atravessando a ponte, alguns entulhados de pertences.

Aparentemente, estão se dirigindo ao centro da cidade, ao bairro Andalus.

O hospital-geral, onde estou, encontra-se praticamente pronto. Temos trabalhado muito duro aqui nestes últimos dias e a reconstrução do hospital deve terminar em cinco dias ou até antes disso.

Além do hospital, há dois centros de saúde na cidade que podem dizer que estão funcionando pelo menos um pouco. Há um no distrito de Jolan que não foi dafinificado tão gravemente durante os combates e está sendo reconstruído e reabastecido. E há um na região de Jumhuriya, que está sendo construído do chão desde o fim dos combates, embora ele ainda não esteja pronto para receber pacientes.

Há combates todas as noites na cidade. Não são pesados e não estou seguro de que o barulho dos tiros que escutamos se devem a choques entre americanos e insurgentes. Ainda há ataques aéreos ocasionais. Os combates parecem ter ficado mais intensos nas últimas duas noites.

A maior parte da cidade encontra-se sem água ou eletricidade.

No hospital, contamos com um abastecimento parcial e dependemos de um gerador para a maior parte da nossa eletricidade.

Deve ser assim na maior parte da cidade, embora a maior parte das pessoas não tenha dinheiro para geradores.

A água está sendo abastecida por caminhões-pipa, enquanto os engenheiros trabalham nos sistemas de água e de eletricidade.

Percorri a cidade várias vezes e acredito que 70% dela foi destruída sem chance de restauração.

Apesar das condições, acho que a maioria das pessoas que estão tendo a chance de voltar vai voltar – talvez os homens primeiro, depois suas famílias.

Isso porque as condições nos acampamentos onde estas pessoas estão vivendo nos arredores de Falluja não são adequadas para a permanência de seres humanos.

Estamos no inverno, e as pessoas querem voltar para suas casas, mesmo que passem meses as reconstruindo."

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